Cardiologista diz que parada cardíaca de Eriksen é 'situação de fim de carreira'
Após sofrer uma parada cardíaca durante uma partida da Eurocopa contra a Finlândia (lembre aqui), o meia dinamarquês Christian Eriksen segue no hospital com quadro estável, mas sua volta aos gramados pode não acontecer. Segundo o cardiologista Sanjay Sharma, da St. George’s University of London, a situação que viveu o jogador deve determinar o fim da carreira dele no futebol.
Eriksen atua na Inter de Milão, na Itália, país onde as leis "são muito, muito rígidas e entendo que seria contra a lei ele praticar esportes competitivos na Itália", diz Sharma, que trabalhou com Eriksen no Tottenham.
O médico destaca que, em outros países, que são mais liberais, a autonomia do atleta deve ser respeitada, "então na melhor das hipóteses ele consegue colocar um desfibrilador e pode jogar em alguns países. Mas na maioria das situações como esta, é uma situação de fim de carreira", lamenta.
Nesta segunda-feira (14), os jogadores da Dinamarca criticaram a Uefa por ter dado prosseguimento à partida. Segundo o "GE", o atacante Braithwaite afirmou que a entidade deu apenas duas opções aos times após o ocorrido: retomar o jogo no mesmo dia ou no dia seguinte.
No sábado (12), a Uefa tinha emitido um comunicado afirmando que "diante do pedido feito por jogadores de ambas as equipes, a Uefa concordou em reiniciar o jogo entre a Dinamarca e a Finlândia esta noite, às 20h30 (horário de Brasília). Serão disputados os últimos quatro minutos do primeiro tempo e, em seguida, haverá um intervalo de 5 minutos, seguido do segundo tempo".
Porém, o goleiro Kasper Schmeichel revelou que os atletas escolheram a opção "menos pior" entre as dadas pela entidade. "Acho que provavelmente teria sido uma decisão sábia talvez mudar as regras ou os regulamentos em circunstâncias extraordinárias e talvez dar um respiro fundo e aí voltar a se reunir no dia seguinte para tomar uma decisão sobre como seguir em frente", ponderou o arqueiro.
