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Tite evita falar sobre Caboclo e diz estar 'em paz' no comando da Seleção

Tite evita falar sobre Caboclo e diz estar 'em paz' no comando da Seleção
Foto: Reprodução / CBF TV

O técnico Tite, da Seleção Brasileira, preferiu evitar falar sobre o afastamento de Rogério Caboclo da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), causado por denúncias de assédio moral e sexual contra o dirigente. Ele foi substituído por Coronel Nunes, e não poderá exercer o cargo por 30 dias (veja aqui).

 

"Eu compreendo a pergunta. Sabemos a dimensão que tem, a gravidade do caso, temos consciência disso. Agora, existe um Comitê de Ética da CBF que toma as devidas providências. Não é da nossa alçada", disse Tite, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (7).

 

O comandante também não revidou os ataques que vem sofrendo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Após o anúncio da realização da Copa América no Brasil, o treinador foi acusado de influenciar na posição dos jogadores sobre a competição - que é de não querer disputá-la. Apesar disso, a decisão dos jogadores, segundo o "GE", será de jogar o torneio (saiba mais aqui). A manifestação oficial só será feita após o jogo contra o Paraguai, que ocorre nesta terça (8), às 21h30, em Assunção, pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2022.

 

"Vou falar sobre o meu juízo e o que a minha escala de valores dizem. Tenho muito respeito ao meu trabalho, à seleção brasileira, a esse momento da Copa do Mundo e de Eliminatórias. E a melhor maneira de retribuir o carinho das pessoas que me apoiam e ao respeito do que estão contra é fazer o meu melhor trabalho possível. É nisso que vou me ater", afirmou.

 

Quanto a estar alinhado ou não com o governo do país, Tite deixou claro que "técnico de futebol tem que estar alinhado com o futebol". O treinador também revelou que não foi ameaçado de demissão por Rogério Caboclo e disse estar "em paz" no comando da Seleção. Coronel Nunes, presidente em exercício da CBF, garantiu o gaúcho no cargo (lembre aqui). 

 

Para o jogo contra o Paraguai, Tite deixou pistas de que pode alterar a escalação. "Temos um grupo de atletas do mais alto nível. A utilização de um ou outro vai depender das estratégias, do momento de cada um, do histórico dentro da Seleção... Isso acaba gerando muita possibilidade de uso, sempre no mais alto nível", disse.

 

A principal dúvida parece ser no ataque, entre Gabriel Barbosa, o Gabigol, que voltou à titularidade da Seleção após cinco anos contra o Equador, na última sexta (4), e Gabriel Jesus.

 

"O Gabriel Barbosa te dá uma flutuação e infiltração de espaço para finalização. O Jesus produziu muito pelo lado, foi um dos destaques nossos na Copa América. Também ataca o espaço, muita força. Richarlison também dá isso. O Firmino é um 9 que exerce o papel de 10. Esses jogadores vão te dando essas possibilidades de utilização dentro de uma determinada forma. Temos um plano A e plano B, que os atletas já têm bastante dominado", ponderou.