Atleta é cortada da delegação brasileira para o Pan de Badminton após se tornar mãe
O Campeonato Pan-Americano de badminton acontecerá no próximo mês, mas uma das grandes promessas brasileiras no esporte não terá sua viagem para a Guatemala, onde acontecerá a competição, paga pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd). Jaqueline Lima, mãe há quatro meses, foi cortada da delegação brasileira, mesmo estando classificada. De acordo com a CBBd, o motivo de afastar a atleta é por ela ter ficado afastada do esporte por um longo período.
Para disputar o Pan-Americano, que pode dar a chance ao Brasil de ser representado na modalidade em Tóquio, a piauiense terá que arcar com sua própria viagem, enquanto a Confederação se responsabilizará pelas despesas dos demais atletas.
"A CBBd toma esta posição visando a segurança da atleta neste momento. Caso a atleta opte em participar, a mesma deverá assumir todos os custos desta participação e também todas as responsabilidades referentes aos aspectos físico, saúde e segurança referente ao covid-19", declarou a Confederação. O motivo da decisão, é devido a atleta "ter permanecido em inatividade por longo período e estar retornando as atividades, de forma gradativa, à pouco tempo".
Após dar à luz a Lara Sophia em novembro do ano passado, Jaqueline Lima perdeu a primeira semana de treinos na sua programação de 2021. Mas, logo em seguida, ela conseguiu autorização médica para retomar as atividades e esteve treinando para viajar à Guatemala este mês.
Sem concordar com a ação da CBBd, a atleta pretende não desistir da oportunidade e, mesmo assim, disputar o Pan-Americano.
"Eu acho que vale o risco de viajar, até porque eles mesmos disseram que se eu quiser ir eu vou pagando. Acho que existe um certo preconceito em relação a mães atletas", declarou Jaqueline em publicação divulgada pela coluna Olhar Olímpico, do UOL Esportes. “Minha filha vai comigo e eu estou pagando uma pessoa para cuidar dela enquanto eu treino", completou a atleta.
Jaqueline Lima sonha em conquistar vaga nas duplas mistas para as Olimpíadas. Para isso, a seleção precisa superar o Canadá, favorito no badminton nas Américas. Apenas uma dupla do continente viajará ao Japão para disputar o evento.
Com apenas 19 anos, a piauiense foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Juventude em 2018 e o ganhou mais dois bronzes no Pan-Americano de Lima em 2019.
