Ministério da Saúde vai incluir atletas militares em grupo prioritário para vacinação
O Ministério da Saúde vai incluir os atletas de alto rendimento que pertencem às Forças Armadas como grupo prioritário no Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A informação é do site ge.com. Com isso, os esportistas brasileiros militares, que deverão disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, serão imunizados antes dos demais. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) disse que não vai furar a fila da vacina.
"O Ministério da Saúde informa que não mede esforços e trabalha em todas as frentes para que todos os grupos prioritários recebam a vacina contra a Covid-19 o mais rápido possível. Os membros ativos das Forças Armadas - incluindo seus atletas - estão entre as prioridades do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A ordem dos grupos prioritários foi discutida com vários especialistas e o Ministério da Saúde reconhece a importância do trabalho desses profissionais para manutenção das forças de segurança no Brasil, neste momento de enfrentamento à pandemia", diz a nota do Ministério da Saúde.
Atualmente 541 atletas militares fazem parte do Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR). Eles recebem treinamento militar por alguns dias, soldo e benefícios, além de usufruir das instalações esportivas das Forças Armadas. Deste total, 42 deles de 11 modalidades estão garantidos nos Jogos de Tóquio seja pelo índice olímpico ou aguardando a convocação das seleções nacionais, dentre eles estão os baianos a nadadora Ana Marcela Cunha e o canoísta Erlon de Souza. Já os atletas de outros estados, destaque para o campeão olímpico de ginástica artística Arthur Zanetti, a campeã olímpica da vela Kahena Kunze, o campeão olímpico de vôlei de praia Bruno Schmidt, e os medalhistas olímpicos Arthur Nory, da ginástica artística, e Ágatha, do vôlei de praia.
Os atletas estão entre os 364.036 membros das Forças Armadas incluídos entre os 29 grupos prioritários a serem vacinados nos próximos meses no Brasil. Eles estão no 22º grupo do cronograma do Governo Federal. Ainda não há data específica para serem imunizados. No momento, estão sendo vacinados o oitavo grupo, que são idosos entre 75 e 79 anos. Já em relação aos atletas paralímpicos, terão prioridade os que estiverem no grupo de pessoas com comorbidades estipulados no plano de vacinação.
"Os atletas paralímpicos terão prioridade, se estiverem dentro do grupo de pessoas com comorbidades estipulado pelo plano de vacinação. Até o momento, os demais atletas não estão entre os grupos prioritários, mas, é importante ressaltar, que o objetivo da pasta é oferecer a vacina para toda a população brasileira. Para isso, o Ministério da Saúde depende da real entrega de doses pelos laboratórios fabricantes, que trabalham com um cronograma sujeito a constantes alterações. À medida que a pasta recebe mais doses das vacinas, novos grupos são contemplados", informou o Ministério da Saúde.
O Brasil não é o único país a incluir os atletas militares em grupos prioritários. O jornal americano The New York Times noticiou que a Itália também dará atenção especial aos esportistas ligados às forças armadas, o que corresponde a cerca de 30% dos 300 classificados aos Jogos de Tóquio.
Ainda vale lembrar, que o Comitê Olímpico Internacional (COI) aceitou a oferta de vacinas pela China. A entidade irá pagar pelos imunizantes que serão destinados aos atletas olímpicos e também paralímpicos.
O Brasil tem uma população de 211 milhões de pessoas. O grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19 tem um total de 77.279.644. Cerca de 4,5% da população total já recebeu pelo menos a primeira dose.
