Projeto foi alterado e reforma do Pedro Caetano não atende exigências da FBF, diz Doce Mel
Por Leandro Aragão
O presidente do Conselho Deliberativo do Doce Mel, Alípio Júnior, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (9) e falou do imbróglio em relação à reforma do estádio Pedro Caetano de Ipiaú. Segundo o dirigente, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), garantiu a realização da obra na praça esportiva em 2019. Porém, o projeto original sofreu alterações e o local não se enquadraria às exigências da Federação Bahiana de Futebol (FBF) para receber jogos do Baianão.
"Em junho (de 2019), na época de São João e São Pedro, o governador (Rui Costa) foi ao estádio e garantiu que faria essa reforma. Solicitou ao clube que fizesse o projeto, porque se fosse feito pelo estado teria uma demora maior. Contratamos um engenheiro especialista que já faz orçamentos e projetos para outras construtoras. Ele fez o orçamento não incluindo a iluminação, porque a Sudesb disse que já tinha a iluminação. Então, ele fez a R$ 1.100 milhão que contemplava ampliar a capacidade do estádio para 3 mil, que seria arquibancada até o chão. Porque a o regulamento da Federação diz que para a disputa do Baiano tem que ter 2 mil e para disputar a final tem que ser 5 mil de público. Nesta reforma tinha o vestiário, a cabine de imprensa já modernas, com espaços melhores do que as três tinham. Mais um banheiro e portão de acesso para torcida visitante. Tudo isso foi colocado no projeto que entregamos no dia 31 de janeiro ao governo do Estado e Sudesb", contou. "Mas para surpresa nossa, foi um projeto diferente que não tinha as cabines de rádio e TV em cima do vestiário. O que vimos foi uma ampliação do que já não era bom, colocando mais duas diminuindo ainda mais a capacidade do estádio. A prefeitura recebeu a iluminação, que não estava em condições de dar a luminosa necessária ao estádio, e ainda faltando os refletores. E também recebeu sem o SPDA, Sistema de Proteção de Descarga Atmosférica. Como é que recebe um sistema de iluminação de estádio sem esse SPDA, que dá segurança ao público e aos jogadores em dias de chuva? Foi uma reforma basicamente do vestiário. Parece que foi gasto R$ 1.100 milhão no vestiário, fazer um piso logo na entrada e um portão para a torcida visitante. Não foi feito outro banheiro. Esta foi a reforma. Com essa reforma não tem condições de disputar a Série A", completou.
Alípio ainda lembrou que o Doce Mel enfrentou o Vitória da Conquista no Pedro Caetano, pela sexta rodada do Baianão de 2020, que terminou com empate em 0 a 0. Porém, ele destacou que o estádio não estava pronto para receber a partida e que havia sido uma exceção dada pelo presidente da FBF, Ricardo Lima.
"O que houve no ano passado foi a boa vontade do presidente Ricardo (Lima, da FBF), onde concordou que colocando a iluminação, o jogo contra o Vitória da Conquista seria aqui. Não desmerecendo o Vitória da Conquista, mas ele não queria fazer o jogo contra o Vitória com a cabine e vestiário que tinham aqui. Então, foi apenas um jogo que foi liberado e não dizer que o estádio estava pronto. Fizemos uma única partida que foi por exceção. Na época, o Corpo de Bombeiros deu no laudo um prazo de seis meses para a prefeitura fazer a instalação do SPDA. O coronel Diniz comunicou que a iluminação não estava completa. E essa obra que era para ficar pronta em janeiro do ano passado, um ano para fazer o vestiário, ainda não está pronto. Não entendi o por que da empresa demorar tanto. E só o vestiário não resolve o problema para adequar para a primeira divisão", disse.
Sem o Pedro Caetano, a diretoria do Doce Mel optou por mandar seus jogos no Barbosão, em Cruz das Almas (lembre aqui), que está sendo reformado para se adequar às exigências da FBF. No entanto, o primeiro compromisso do time como dono da casa será no Lomantão, em Vitória da Conquista, marcada para o dia 25 de fevereiro, uma quinta-feira, às 19h30, contra o Bahia, pela segunda rodada (veja aqui).
