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Proposta de vacinação de atletas brasileiros rumo a Tóquio é descartada pelo Senado

Proposta de vacinação de atletas brasileiros rumo a Tóquio é descartada pelo Senado
Foto: Jane de Araújo / Agência Senado

Senadora e medalhista olímpica de vôlei, Leila Barros (PSB-DF) propôs que os atletas brasileiros classificados para irem às Olimpíadas de Tóquio tivessem preferência na distribuição da vacina contra Covid-19. Entretanto, o projeto foi desconsiderado e nem sequer chegou a entrar nas pautas para votação. 

 

O encaminhamento de Leila Barros foi encaminhada com o objetivo de entrar na sessão do Senado na última quinta-feira (5). Porém Confúcio Moura (MDB-RO), relator do Projeto de Lei que permite acesso às vacinas através do Poder Executivo, não colocou a proposta da ex-atleta em pauta para discussão no Senado. 

 

Com a preferência solicitada pela senadora, o governo autorizaria que doses da vacina fossem compradas com recursos privados para atender os atletas do Time Brasil com vagas garantidas nos Jogos Olímpicos de Tóquio e as delegações das modalidades que embarcariam junto para o Japão. 

 

Por enquanto, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estima que cerca de 450 pessoas, incluindo 250 atletas, viajem para o evento esportivo no meio do ano. Além deles, outros 200 atletas e 200 integrantes de comissões técnicas do Comitê Paralímpico também irão viajar para os Jogos. Ao todo, segundo a emenda sugerida por Leila Barros, seriam necessárias 1.700 doses da vacina.

 

Países como Hungria, Israel, Bélgica e Austrália já anunciaram que vão vacinar seus atletas antes das Olimpíadas de Tóquio, mesmo que o presidente Thomas Bach, do Comitê Olímpico Internacional (COI), tenha anunciado que a vacina não será obrigatória para que os atletas participem do evento.