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Thomas Bach elogia protocolos do Mundial de Handebol, mesmo com surto de Covid-19

Thomas Bach elogia protocolos do Mundial de Handebol, mesmo com surto de Covid-19
Presidente do COI vê evento como exemplo | Foto: Christophe Moratal / COI

O Mundial de Handebol, que aconteceu no último mês de janeiro, aconteceu em sistema de bolha, mas, ainda assim, três seleções foram atingidas em grande escala pela contaminação do coronavírus e não puderam disputar a competição. Sendo uma das primeiras grandes competições mundiais realizadas na pandemia, Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) elogia a realização do Mundial. 

 

“É um grande incentivo, e vamos nos beneficiar dessa experiência para as Olimpíadas de Tóquio. A Federação Internacional de Handebol deu o seu melhor, criando uma bolha de 3.000 pessoas. A partir disso podemos perceber que mesmo durante este período difícil é possível organizar um grande evento esportivo e organizá-lo de uma forma muito segura e saudável” declarou o presidente do COI. 

 

“Com o uso de métodos de teste modernos e testes rápidos para atletas e outros participantes, eles realmente estabeleceram um exemplo para a organização de um grande evento esportivo durante esta pandemia. Foi incrível ver como o handebol estava brilhando nesses dias e como os atletas se saíram, apesar das circunstâncias muito difíceis por causa da crise do coronavírus”, completou Thomas Bach.

 

Para o evento sediado no Egito, as delegações precisaram apresentar teste PCR negativo 72h antes da viagem e contaram com andares exclusivos em hotéis, junto com restaurantes, para evitar contato com outras pessoas. Dentro da bolha, testes para Covid-19 eram realizados diariamente. 

 

Estados Unidos e República Checa nem sequer chegaram ao Egito por terem tido um surto de casos na equipe antes da viagem, desistindo do campeonato pouco antes do Mundial. Já a seleção de Cabo Verde teve que abandonar a competição na metade pela contaminação de atletas durante o evento. 

 

Além da equipe africana, as seleções da Suécia, Polônia, Dinamarca, Eslovênia, Hungria, Catar, Tunísia e Brasil também tiveram atletas testando positivo durante o Mundial. Nove integrantes da delegação brasileira foram diagnosticados com a doença. 

 

Em número de pessoas participando, o Mundial de Handebol é dez vezes menor que as Olimpíadas. No evento realizado no Egito o público foi vetado nas vésperas do início da competição. Para os Jogos de Tóquio, ainda não há definição de torcida para assistir às modalidades.