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Desgaste com torcida na saída para o Inter influenciou em demissão do Bahia, diz Guto

Por Leandro Aragão

Desgaste com torcida na saída para o Inter influenciou em demissão do Bahia, diz Guto
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O técnico Guto Ferreira lembrou a saída do Bahia na sua última passagem que terminou no início de junho de 2018. Atualmente no comando do Ceará, o treinador falou do segundo período no clube baiano na noite desta quarta-feira (27) durante entrevista ao programa de rádio BN na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama. Gordiola, como é carinhosamente apelidado, atribuiu a demissão ao desgaste com a torcida por ter trocado o Tricolor pelo Inter em maio de 2017.

 

"Foi num momento onde teve várias coisas que interferiram. Foi no mês da perda da minha mãe, a cabeça estava há um milhão por hora. Com certeza a ponte aérea Piracicaba-Salvador era toda semana e gerava um desgaste bastante grande. Mas dentro do trabalho, vinha acontecendo. A gente jogava quatro competições e estava classificado em duas delas. Estava na semifinal da Copa do Nordeste, tinha passado para a segunda fase da Sul-Americana, tinha feito o primeiro jogo da Copa do Brasil e batido o Vasco de 3. A única competição que estávamos tendo dificuldades era o Campeonato Brasileiro e numa sequência de três jogos em que pegamos Palmeiras, Flamengo e Grêmio, só isso. E sem centroavante, porque no aquecimento para o jogo contra o Palmeiras, Edigar Junio se machucou, e tendo que arrumar soluções. Até o jogo contra o Palmeiras, a gente figurava em 11º, 12º, 13º lugar, aí as derrotas nos jogou para baixo ainda no início da competição. Existia um desgaste sim de parte da torcida em relação à saída para o Inter, meio que dar um troco à respeito. Respeito a decisão da direção que buscou uma outra alternativa, fez um grande trabalho o profissional que chegou na sequência. O Bahia fez um grande ano e a gente seguiu a nossa vida e estamos aí trabalhando. É o terceiro time que trabalho depois do Bahia, sempre com resultados. É vida que segue, estou torcendo pelo Bahia. Tenho um carinho especial pelo Bahia, mas hoje defendo o Ceará com toda atenção e dando o melhor", comentou.

 

Sem guardar mágoas, muito pelo contrário, tendo até um carinho especial, Guto disse torcer para que o Tricolor escape do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Neste momento, o time baiano abre o Z-4 ocupando a 17ª colocação com 32 pontos, três a menos do que o Fortaleza, que é o 16º e está fora da degola.

 

"Em relação à situação do Bahia, a gente tem que torcer, porque um clube da grandeza do Bahia, que vem num crescimento bastante grande na retomada da sua grandeza, não pode ficar na posição que está. É uma perda muito grande para o futebol brasileiro se voltar a jogar na Série B. Mas infelizmente o futebol tem disso. Quem tem condições, quem honra compromissos, mas tudo se decide dentro de campo. A gente fica torcendo para que o Bahia faz dentro de campo possa somar os pontos necessários para a permanência e no próximo ano volte a crescer e se estruturar em termos de competição. Porque em termos de clube é bem estruturado e vem num crescimento muito grande", afirmou.

 

O Bahia entra em campo na noite desta quinta-feira (28), às 19h, para encarar o Corinthians, na Arena Fonte Nova, em jogo adiado pela 30ª rodada do Brasileirão. Já o Ceará, de Guto Ferreira, é o oitavo colocado com 45 pontos. O próximo desafio do Vozão será domingo (310, às 19h, contra o Athletico-PR, no Castelão, pela 33ª jornada.