Bahia perde em casa e torcida se revolta
Por Éder Ferrari

Mais uma vez o Bahia não soube aproveitar a superioridade numérica e acabou perdendo em casa para o Figueirense por 1 x 0, que jogou com um jogador a menos desde a primeira etapa. O tricolor iniciou o primeiro tempo com o domínio do jogo, tocando bem a bola e aproveitando os espaços pelas laterais. As principais jogadas do time saíam com o avanço dos laterais Marcos e Ávine, que faziam tudo certo, mas erravam na hora do cruzamento. A postura defensiva do Figueirense encorajou Alexandre Gallo. O time catarinense, que pouco ameaçava, se retraiu ainda mais aos 32min, quando Luciano Totó, que já tinha cartão amarelo, meteu a mão na bola e foi expulso. O Bahia rodava, rodava, criou boas chances em cruzamentos, mas sempre faltava o último passe com mais objetividade, o que irritava a torcida. E os tricolores perderam a paciência de vez já nos acréscimos, aos 47min. Em contra-ataque do Figueira, o volante deu um balão pra frente, Ávine furou feio, Rafael Coelho dominou, avançou, e tocou na saída de Marcelo no canto direito. Após o gol, muitas vaias na descida para os vestiários.

E os apupos aumentaram no retorno para o segundo tempo, quando o treinador tirou o atacante Joãozinho e colocou o meia Joelson. Enquanto se encaminhava para o banco de reservas, o técnico escutou os gritos da arquibancada: “adeus Gallo, adeus Gallo”. O time ainda se acomodava no campo, quando Ávine foi atropelado dentro da área. Pênalti. Aos 6min, Reinaldo Alagoano cobrou mal, a meia altura no canto direito do goleiro Wilson, que mandou para escanteio. O jogo estava rolando todo no campo de defesa do Figueirense, que não conseguia passar do meio de campo. Em compensação, o Bahia girava a bola de um lado para o outro e não conseguia penetrar. As reclamações das arquibancadas só aumentavam. Aos 17, quando tirou Hélton Luiz para colocar Paulo Roberto, Gallo foi chamado de burro pelos tricolores. Com a alteração, o time perdeu na articulação das jogadas, já que Hélton era o único que buscava lances mais objetivos. Retomado o controle, o gira-gira na entrada da área continuava e nada de jogadas mais perigosas. A torcida Bamor saiu do fundo do gol e foi ficar atrás do banco de reservas do Bahia. Paulo Carneiro e Gallo eram os alvos, vaiados e xingados o tempo todo. Muita revolta ao final da partida. O tricolor volta a campo no próximo sábado (11), contra o América, em Natal.