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Jorge Sampaio é punido por discriminação

Por Felipe Esteves


Se não cumprir com o acordo, dirigente e clube arcarão com multa


“Mulher tem que apitar e bandeirar jogo de mulher”. A infeliz frase proferida pelo dirigente Rubro-negro Joginho Sampaio contra a bandeirinha Márcia Bezerra Lopes Caetano (Fifa-RO) não ficará impune. Nesta quarta-feira (1), O Ministério Público do Trabalho e o dirigente do Esporte Clube Vitória firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual o dirigente esportivo se retratará da discriminação sexual praticada contra a árbitra. Sampaio declarou a frase quando, durante um jogo do Vitória contra o Palmeiras, no último dia 7 de junho, a árbitra não validou um gol legal do Rubro-negro. O prazo para o pedido de desculpas oficial é de 30 dias. O Vitória também é parte no compromisso e, no prazo máximo de 60 dias, deverá elaborar uma matéria especial no programa “Vitória na TV”, contendo entrevista de Jorge Sampaio e uma árbitra de futebol residente na Bahia. Em caso de descumprimento das obrigações, dirigente e clube vão arcar com multa de R$ 250 mil, por cada obrigação não cumprida. O valor será reversível  ao Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT.