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Médico da CBF explica protocolo do Brasileiro e diz que torcida nos estádios só após vacina

Médico da CBF explica protocolo do Brasileiro e diz que torcida nos estádios só após vacina
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

O futebol está retornando aos poucos e o Campeonato Brasileiro será iniciado a partir do próximo mês, mas, a presença das torcidas nos estádios ainda pode demorar um pouco mais. Em entrevista para o podcast Jogo em Casa, do GloboEsporte.com, o presidente da Comissão Médica da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Jorge Pagura, falou sobre os protocolos de saúde para a volta da competição, tanto para jogadores como para o público. 

 

“Acho que isso não é nenhum problema pelo tipo de protocolo que vamos usar”, declarou Pagura sobre o retorno com segurança dos jogos, reforçando que as medidas rígidas vão evitar que o futebol seja um espaço com risco de contaminação. 

 

Mas, para garantir o controle sobre o estado de saúde dos envolvidos, o esporte deve se manter de portões fechados até que a população comece a ter uma imunização ativa em massa. “Acho que só depois da vacinação, com a vacina comprovada”, posicionou o médico sobre a volta das torcidas nos estádios.  

 

Ele reforçou ainda que comissões, jogadores e árbitros serão testados entre três dias ou 24 antes das partidas, a depender do tipo de testes usados e o tempo do resultado. “Todos os envolvidos serão testados e os resultados devem sair às vésperas das partidas”, explicou. Além dos testes, ainda haverá a necessidade dos jogadores preencherem, entre doze e quatro horas antes dos jogos, um inquérito epidemiológico detalhado que vai investigar a possibilidade de contaminação após a realização do exame.

 

De acordo com Pagura, mesmo depois de testado, se um jogador assinalar algo no documento que possa apontar suspeita de ter contraído o vírus, ele será afastado, sem a possibilidade de escalação, e o departamento médico do clube será acionado, junto a CBF. 

 

Questionado sobre a garantia de total segurança das medidas para que o futebol não seja espaço de contaminação, o presidente frisou que não se pode ter 100% de certeza, mas que acredita que, com os cuidados e com a redução de casos de contaminação, o futebol poderia acontecer sem maiores problemas. “Há três meses, não faríamos o campeonato”, salientou Pagura, reforçando que, atualmente, as medidas de segurança podem manter o controle necessário para a retomada.