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Redução de custos e medidas anti-coronavírus indicam Olimpíadas fora dos padrões

Redução de custos e medidas anti-coronavírus indicam Olimpíadas fora dos padrões
Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias

A pandemia do coronavírus fez com que os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 fossem adiados para o ano que vem. Num primeiro momento, um dos impactos da medida de quarentena adotada por grande dos países do mundo todo atrapalhou a preparação dos atletas, o que pode influenciar negativamente no desempenho deles nas disputas. Na questão financeira, a remarcação fez que com contratos como o de fornecedores e locações das praças esportivas tivessem que ser revistos e renegociados.

 

Na manhã desta sexta-feira (15), o CEO do Comitê Organizados local, Toshiro Muto, colocou outros ingredientes nos prejuízos causados pela epidemia. O dirigente alertou que os Jogos de Tóquio podem fugir dos padrões grandiosos, habitualmente vistos nas edições anteriores, devido à redução de custos e possíveis medidas anti-coronavírus.

 

"Os Jogos que poderemos ter em um ano podem não ser convencionais como outras Olimpíadas e Paralimpíadas que tivemos até agora", afirmou.

 

No entanto, Muto ressaltou que apesar de não serem grandiosos, os Jogos terão o essencial e nada será feito de forma incompleta. Além disso, ele ainda destacou não saber exatamente quais medidas anti-coronavírus serão adotadas. Sobre a tocha olímpica, cujo o revezamento pode ser menor e com menos participantes, o CEO não deu detalhes, mas não descartou nada.

 

"Estamos olhando para todas as áreas possíveis. É hora de revisarmos o que é essencial para os Jogos. O que são itens que precisamos ter? Acho que podemos chegar a novos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, algo que é único para Tóquio", disse.

 

Sobre um novo adiamento dos Jogos e um possível cancelamento, Muto desconversou afirmando "estar comprometido em entregar o melhor em 2021". O evento está marcado para ser realizado entre 23 de julho e 8 de agosto do ano que vem.