Presidente da Juazeirense fala da suspensão do Baiano: 'Quem vai arcar com esses prejuízos?'
Por Milena Lopes
Os times da Bahia estão suspendendo as atividades com suas equipes devido pandemia do coronavírus e interrupção dos campeonatos que estavam participando pelas organizações dos torneios. A Juazeirense é uma dos times que vem sofrendo essa paralisação e, em entrevista para o Bahia Notícias, o presidente do Clube, Roberto Carlos, falou da decisão tomada com relação aos jogadores, sua opinião sobre a medida da FBF e as consequências que a situação atual traz para as equipes do interior.
“Vamos parar toda a atividade do Clube e amanhã (quarta-feira, 18) teremos, por volta das 18 horas, uma reunião da diretoria com os jogadores e comissão técnica para a gente definir o que devemos fazer”, esclareceu o dirigente.
Ele acrescentou que no encontro será discutido qual o rumo dos atletas do Cancão de Fogo, uma vez que a maioria deles possuem contrato temporário. “Se vamos liberar os jogadores, esperar encerrar contrato, se vamos renovar o contrato, porque nós não temos ainda uma posição, e nem temos ideia de quando teremos, se o campeonato vai retornar daqui há 15 dias, daqui há um mês, daqui há dois”, ressaltou. “Nós temos contrato com 85% dos jogadores de apenas 4 meses, que era a duração do Campeonato Baiano, e isso pode demorar mais seis meses”, acrescentou o presidente.
O presidente admitiu que o Clube não tem como bancar toda a folha de pagamento da equipe e se preocupa com a situação financeira. “Infelizmente, esse prejuízo que os clubes da Bahia estão tendo, principalmente a Juazeirense, é imensurável. Ainda não temos como medir qual o tamanho do prejuízo, porque a gente não tem noção de onde isso vai parar”, lamentou Roberto Carlos.
“Infelizmente aconteceram esses problemas por conta do coronavírus, e o presidente da Federação adotou a paralisação do Campeonato Baiano”, ele comentou, destacando que a FBF não deu previsão de retorno para a competição.
Sobre sua opinião acerca da suspensão do torneio estadual, o dirigente defendeu que as últimas rodadas tivessem portões fechados e que apenas a segunda fase fosse paralisada. “Eu acho que a gente deveria, mesmo sabendo da preocupação que é o coronavírus, pelo menos ter mais uma rodada, que seria nesta quinta-feira, para ter uma noção mais precisa de ‘vai continuar o campeonato?’, ‘melhorou a questão do coronavírus?’, e aí você teria mais uma rodada e já seria possível definir, matematicamente, quem seriam os classificados. E, tendo os quatro classificados, você poderia segurar o campeonato”, explicou o presidente.
O presidente finalizou dizendo que compreende a medida tomada pela organização do Campeonato Baiano, mas que está pensando também nas consequências. “Claro que nós temos que tomar toda precaução e todo cuidado com o coronavírus, mas são interrogações que ninguém consegue explicar, como previsões para os clubes ou quem vai arcar com esses prejuízos”, finalizou o dirigente.
Além de Roberto Carlos, o presidente do Fluminense de Feira, Pastor Tom, também falou nesta terça-feira (17) sobre os problemas financeiros que o cancelamento dos eventos esportivos pode trazer para os Clubes do interior (leia mais).
