Jardine admite mudar ataque da Seleção sub-23 para duelo decisivo com a Argentina
A Seleção Brasileira sub-23 ficou no empate em 1 a 1 com o Uruguai na noite desta quinta-feira (6), no Alfonso López, pela segunda rodada do quadrangular final e se complicou na disputa do Pré-Olímpico. O time Canarinho entra em campo pela última vez no próximo domingo (9), às 22h30, para enfrentar a Argentina precisando de, no mínimo, um empate para carimbar o passaporte para Tóquio. Apesar de manter o otimismo, o técnico André Jardine admitiu mudar o ataque da equipe.
"Tem chance. A gente percebe um desgaste grande, psicológico, emocional de estar há 40 dias juntos e pensando no objetivo. Mas talvez seja o momento de pensar em todas as possibilidades que o elenco nos dá e dependendo do resultado a gente vai pensar no que pode fazer. Passa pela minha cabeça mudança no próximo jogo sim", afirmou o treinador na entrevista coletiva.
O ataque titular do Brasil na competição tem sido formado por Pedrinho, Paulinho, Matheus Cunha e Antony. O reserva Pepê saiu do banco em cinco das seis partidas e balançou as redes três vezes, sendo um dos artilheiros do time no torneio. Em dois jogos do quadrangular final, o selecionado marcou apenas dois gols. Enquanto os argentinos comemoraram cinco tentos nesta fase. Diante do Uruguai, o setor ofensivo foi um dos calcanhares de Aquiles da equipe.
"A gente lamenta gols claros perdidos, como a cabeçada do Matheus Cunha praticamente sem goleiro, mas o mais importante é que estamos indo para a última partida dependendo só da gente, invictos e conscientes do que teremos que fazer", comentou Jardine.
O Brasil é o segundo colocado na tabela de classificação com dois pontos, um a mais do que Uruguai e Colômbia, respectivamente, terceiro e quarto colocados, que se enfrentam também no domingo. A Argentina já garantiu a classificação aos Jogos Olímpicos e a primeira colocação com seis pontos. Os hermanos apenas cumpre tabela na última rodada, mas podem resolver tirar os rivais brasileiros de ir à Tóquio.
