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Com aval da CBF, presidente do Vasco não crê em punição por Clayton: 'Não é a Portuguesa'

Com aval da CBF, presidente do Vasco não crê em punição por Clayton: 'Não é a Portuguesa'
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

O presidente do Vasco, Alexandre Campello, mostrou-se tranquilo em relação a questão do atacante Clayton. Nos bastidores corre a informação sobre uma possível irregularidade na inscrição do atleta, o que acarretaria numa punição ao clube Cruzmaltino com a perda de pontos no Campeonato Brasileiro mudando os nomes das equipes rebaixadas para 2020. O dirigente vascaíno rebateu garantindo que não há nenhuma possibilidade disso acontecer.

 

"Do ponto de vista jurídico, nós não temos a menor dúvida de que não existe qualquer irregularidade. Isso me parece muito mais uma tentativa de virada de mesa de quem corre o risco de cair. E virada de mesa é algo que não cabe mais nos dias de hoje. Além do que, o Vasco não é a Portuguesa", afirmou em entrevista ao site "GloboEsporte.com" fazendo uma alusão à Lusa que caiu para a Série B após ser julgada em tribunal em 2013.

 

As equipes que estão na briga contra o rebaixamento levantaram a suspeita em relação a Clayton por ele ter passado por empréstimo ao Bahia, retornado ao Atlético-MG, dono dos seus direitos econômicos, e cedido ao Vasco. Pelo Tricolor baiano, o atacante atuou contra a Chapecoense no dia 28 de julho. Já pelo Galo, ele chegou a ser relacionado diante do Athletico-PR e do próprio Bahia, mas sem entrar em campo e nem receber cartão. No time carioca, ele já disputou sete partidas até o momento.

 

De acordo com o site "Uol Esporte", o Vasco garante ter consultado a CBF antes de concretizar a contratação de Clayton. O procedimento deixa o Cruzmaltino tranquilo em relação ao caso, se apoiando aos artigos 43 e 46 do Regulamento Geral de Competições. O primeiro diz que "O fato de ser relacionado na súmula na qualidade de substituto não será computado para aferir o número máximo de partidas que um atleta pode fazer por determinado Clube antes de se transferir para outro de mesma competição, na forma do respectivo REC. Parágrafo único - Se, na condição de substituto, o atleta vier a ser apenado pelo árbitro ou pela Justiça Desportiva, será considerada como partida disputada pelo infrator, para fins de quantificação do número máximo a que alude o caput deste artigo". Já o segundo, "O atleta que já tenha atuado por 2 (dois) outros Clubes durante a temporada, em quaisquer das competições nacionais coordenadas pela CBF e integrante do calendário anual, não pode atuar por um terceiro Clube, mesmo que esteja regularmente registrado. 1º - O atleta, durante a temporada, poderá estar registrado por, no máximo, 3 (três) Clubes".

 

A dúvida paira sobre o fato de Clayton ter ficado no banco de reservas pelo Atlético-MG. O artigo IV define atuar como "o ato do atleta entrar em campo para a disputa da partida, desde o seu início ou no decorrer dela ou quando apenado pelo árbitro ou pela Justiça Desportiva". Porém, a frase que gera discordância está no artigo 11, "Um atleta poderá, após o início do Campeonato, se transferir para outro clube da Série A, desde que tenha atuado em um número máximo de 6 (seis) partidas pelo clube de origem, sendo permitido que cada atleta mude de clube apenas uma vez".

 

Segundo o "Uol Esporte", integrantes do STJD lembram de casos recentes com o mesmo tipo de dúvida, mas a conclusão foi que somente o fato de entrar em campo por três clubes distintos resultaria em punição.

 

Sem Clayton, o Vasco empatou com o Goiás em 1 a 1 na noite desta segunda (18), no São Januário, pela 33ª do Brasileirão. O Cruzmaltino ocupa a 10ª colocação com 44 pontos, nove a mais do que o Fluminense no Z-4 na 17ª posição.