Com países em guerra, seleções das Coreias empatam em estádio vazio
Foto: Reprodução

Com os países tecnicamente em guerra, as seleções da Coreia do Norte e do Sul se enfrentam na manhã desta terça-feira (15), em Pyongyang, pelas eliminatórias da Ásia para a Copa do Mundo de 2022. Com poucas pessoas no estádio Kim Il-Sung, sem a presença da torcida visitante, mas contando com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, as duas equipes não saíram do 0 a 0. Este é o primeiro encontro dos selecionados no país do norte após 29 anos. Os dois times haviam jogado no ano de 2010 em Xangai, na China.

 

Além de não ter a torcida visitante, a partida não teve transmissão ao vivo da TV por ordem do governo norte-coreano. No último dia 5 de setembro, a vitória do selecionado sobre o Líbano só foi transmitido no dia seguinte, devido ao resultado positivo. Porém, antes de deixar o país, a Federação Sul-Coreana receberá o DVD do jogo. A imprensa internacional também não entrou no estádio para acompanhar o duelo em campo.

 

De acordo com o jornal italiano "La Gazzetta dello Sport", a viagem da seleção da Coreia do Sul foi dominada pela tensão. Para entrar no país do Norte, a delegação precisou sair de Seul até Pequim, na China, para obter o visto de entrada na embaixada norte-coreana. Depois, embarcaram em outro avião com destino à Pyongyang, local da partida. A declaração do zagueiro Lee Jae-ik, em entrevista, traduz a preocupação do elenco da Coreia do Sul.

 

"Sinceramente, não penso muito no resultado, minha prioridade é voltar de Pyongyang vivo", afirmou.

 

As duas seleções fazem parte do Grupo H das eliminatórias asiáticas. Com o empate, a Coreia do Sul segue na liderança da chave com sete pontos, seguida pela Coreia do Norte, que tem a mesma pontuação. Os sul-coreanos voltam ao gramado no dia 14 de novembro para enfrentar o Líbano, fora de casa. No mesmo dia, os norte-coreanos visitam o Turcomenistão.

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