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Presidente esclarece critérios para as eleições

Por Éder Ferrari

Foto: Bahia Notícias
 

Após a confirmação de que as eleições no Esporte Clube Bahia seriam diretas, muitas pessoas, inclusive da diretoria, não souberam explicar os critérios aprovados na reunião do Conselho Deliberativo na última segunda-feira (8). O vice-presidente jurídico Ademir Ismerim, em entrevista na noite de terça-feira (9) havia dito que existiriam filtros no Conselho e que as eleições não seriam diretas (ver nota). Em contato por telefone com o Bahia Notícias, o presidente Marcelo Guimarães Filho corrigiu seus diretores e esclareceu os critérios adotados para o pleito. “Tanto o Ismerim, quanto o Rui Aciolly estão equivocados. A eleição será direta sim! O mecanismo que será utilizado é o mesmo do estatuto do Internacional, mas o nosso é ainda mais democrático e flexível devido ao menor tempo de carência do associado”, explicou, em referência aos 18 meses exigidos para votar e os 36 meses cobrados para poder ser candidato, enquanto no Inter o período é de cinco anos.

 

Foto: Max Haack/Bahia Notícias

 

Entretanto, o que deixou o torcedor com a pulga atrás da orelha foi o tal filtro no Conselho, que permitiria que apenas duas chapas concorressem nas eleições. “Eu estou buscando a democracia. Não poderia simplesmente chegar e excluir todo esse conselho que está ai. Seria uma ditadura. Porém, já a partir da próxima assembleia para eleger o Conselho, qualquer sócio em dia com o clube e que tenha suprido a carência de tempo como associado poderá criar uma chapa para concorrer ao Conselho. Se a chapa tiver, por exemplo, 10% dos votos, terá 10% das cadeiras do Conselho e poderá escolher o próprio candidato para que o sócio escolha o novo presidente. E como eu espero que o clube tenha 40, 50 mil sócios, eu não terei como controlar quem entra no Conselho. Tem modelo mais democrático do que esse?”, observou. Marcelinho reconheceu que no pleito de 2011 seu grupo continuará com a faca e o queijo na mão por ter a maioria esmagadora do Conselho, mas pede que a torcida se associe em massa para poder escolher os novos conselheiros, que devem ser eleitos aproximadamente um mês após o presidente, para que em 2014 todas as correntes tenham espaço e força para indicar seu candidato.