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Técnico da seleção feminina, Vadão diz que mulheres são 'difíceis de acalmar' no vestiário

Por Gabriel Rios

Técnico da seleção feminina, Vadão diz que mulheres são 'difíceis de acalmar' no vestiário
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Após convocar a seleção brasileira para disputa da Copa do Mundo feminina (veja aqui), o técnico Vadão concedeu entrevista coletiva na sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Questionado sobre a diferença entre o vestiário masculino e o feminino, o treinador apontou ter maior dificuldade com as mulheres. 

 

"Tivemos um jogo contra a Argentina que a arbitragem estava nos prejudicando. Quando fomos para o intervalo e entramos no vestiário elas não paravam de falar. E é difícil, porque elas não param mesmo. Quando estamos almoçando, elas ficam na mesa delas em um lado e nós [comissão] em outra mesa, elas conseguem falar todas juntas e ainda conseguem ouvir o que a outra está falando e se comunicar aqui. Entramos no vestiário e estava um alvoroço, todo mundo reclamando da arbitragem. No masculino, tem uma discussão ou outra, mas é raro. As mulheres têm mais. Às vezes é mais difícil de acalmar. Esse tipo de característica você tem que aprender a lidar. Eu achei que sabia lidar, mas quando você mexe com 30 é diferente. Mas na hora do conflito é diferente para acalmar as mulheres, mas a gente vai pegando o jeito", explicou o treinador. 

 

A competição terá início no dia 7 de junho, e a grande final acontece um mês depois, na França. O Brasil está no Grupo C, ao lado de Jamaica, Austrália e Itália. 

 

Vadão ainda comentou sobre a estreia diante da Jamaica, marcada para o dia 9 de junho em Grenoble. De acordo com o treinador, os jamaicanos não fogem das "características do futebol africano". Vale lembrar que o país está localizado na América do Central. 

 

"Temos a Jamaica, que é surpresa, pois nunca tinha participado, já tínhamos visto vários jogos. É uma equipe que não foge da característica do futebol africano, muita estatura, atacantes altos, que sabem proteger. Pressionada, vai esticar a bola nesta atacante. É uma equipe forte, veloz. E podemos explorar outras coisas que percebemos, distância entre as linhas. Equipe nos moldes africanos", analisou.