Barbosinha critica falta de oportunidade na dupla Ba-Vi: 'Não conhecem nosso trabalho'
Por Ulisses Gama / Leandro Aragão
Finalista do Campeonato Baiano com o Bahia de Feira, o técnico Quintino Barbosa, o Barbosinha, criticou a falta de oportunidade de trabalhar no Bahia ou no Vitória. O comandante do Tremendão foi um dos convidados do programa "Cartão Verde", da emissora TVE Bahia, no último domingo (7).
"As pessoas não conhecem o nosso trabalho. O cara conhece o trabalho no jogo e me qualifica. O que falta é que os dirigentes da Bahia tenham conhecimento. Que não queiram só comprar a fruta de fora porque é bonita. Nós estamos preparados, sabemos o tamanho do Bahia e do Vitória, não seremos maiores nem menores que Vitória e Bahia, vamos ser do tamanho que um técnico tem que ser. Aguentando pressão, se não der certo, manda embora. Mas você não pode punir um profissional porque é da Bahia. Se eu tivesse feito os trabalho que eu fiz em São Paulo ou Paraná, eu teria trabalhado nos grandes", afirmou.
No ano passado, já no comando do Bahia de Feira, Barbosinha conduziu a equipe até a semifinal do Baianão, sendo eliminado pelo Vitória. Neste ano, o Tremendão terminou a primeira fase na liderança da tabela de classificação e vai fazer a final do estadual contra o Bahia. O primeiro jogo do confronto será no próximo domingo (14), às 16h, na Arena Cajueiro. No domingo seguinte, 21, no mesmo horário, acontece a finalíssima na Arena Fonte Nova. O empate no placar agregado leva a decisão do título para os pênaltis.
"Mas não fico zangado, porque dou trabalho para eles. Tem que ter uma dor de cabeça para me ganhar. Posso perder a final, mas ano passado não perdi do Bahia. Bellintani vá dormir com a dor de cabeça dele", continuou.
Em 2018, o Bahia de Feira bateu o Bahia por 1 a 0, no Joia da Princesa, na primeira rodada do Baianão. Enquanto neste ano, o Tremendão voltou a vencer o Tricolor, desta vez por 2 a 0, em plena Arena Fonte Nova, pela terceira jornada.
Ainda no programa, Barbosinha continuou a sua crítica e também acusou os dirigentes dos grandes clubes de fazerem escolhas com base nas "amizades".
"Existe uma coisa no futebol chamada amizade. Nunca bati na porta de Bahia e Vitória. Base no Bahia e Vitória é amizade, não é competência. Se eu tivesse amigos no Bahia e Vitória, já tinha trabalhado. Se eu chegar lá, vou dar resultado. Se for sub-20, sub-15, vou dar resultado. Mas não vou ficar mendigando. Vou para lá do tamanho que sou. Não sou melhor e nem pior que ninguém, mas tenho a minha metodologia. Fui duas vezes escolhidos o melhor do Bahia. Se não me querem, vou fazer o quê? Vou continuar dando trabalho para eles", finalizou.
