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João Neto quer secar rivais para terminar Baianão como artilheiro

Por Leandro Aragão

João Neto quer secar rivais para terminar Baianão como artilheiro
Foto: Divulgação / Atlético de Alagoinhas

Liderando a artilharia do Campeonato Baiano com oito gols, o atacante João Neto vai torcer para terminar no topo da lista. O Atlético de Alagoinhas foi eliminado da competição nesta quarta-feira (27), ao voltar a perder para o Bahia, desta vez por 2 a 0, no Carneirão. Arthur Caculé, do Vitória da Conquista, e Fernandão, do Bahia, têm cinco gols, enquanto Deon e Ebinho, do Bahia de Feira, Eduardo, também do Conquista, e Shaylon, do Tricolor, têm quatro cada um. Os times desses jogadores ainda estão vivos no estadual.

 

"Não sei quantos gols tem o próximo artilheiro para chegar, mas espero poder sim continuar como artilheiro. Acredito que foi uma boa campanha que eu fiz. Não tenho nada a reclamar, não tenho nada para sair daqui de cabeça baixa. Acredito que fiz o meu melhor para a equipe do Atlético, para meus companheiros e para minha família também", afirmou em entrevista à Rádio Metrópole FM.

 

João Neto lamentou a derrota do Atlético de Alagoinhas para o Bahia. Para ele, a expulsão do zagueiro Bremer logo aos três minutos de jogo prejudicou o Carcará, que precisava vencer por 3 a 0 para levar a decisão para os pênaltis, ou golear por 4 a 0 para ficar diretamente com a vaga na final do Baianão.

 

"A gente entrou dentro de campo e acho que, todo mundo que assistiu, esse jogo tanto no estádio quanto em suas casas, viu que o Atlético do início ao fim buscou fazer o gol. Estávamos muito perto de fazer o primeiro gol, mas o juiz interpretou que era vermelho para nosso zagueiro, expulsou e a gente ficou com um a menos. Isso prejudicou bastante a nossa equipe que vinha com uma proposta e acabou quebrando toda a nossa proposta de ir para cima e buscar esses gols. Infelizmente, a gente dentro de campo só pode correr e não pode fazer nada mais do que isso", disse.

 

João Neto também criticou a tabela do Atlético-BA ao longo da primeira fase do Baianão. Para ele, o time foi prejudicado por não ter tido uma sequência de jogos dentro de casa. 

 

"A tabela para o Atlético foi muito cruel. A gente fez muito poucos jogos em casa.  Teve time que fez uma boa sequência de jogos dentro de casa, então isso já deu uma certa vantagem. O Atlético não, jogava uma em casa e duas fora, depois jogava uma em casa e mais duas fora", destacou.

 

O Atlético de Alagoinhas ainda aguarda a definição do outro confronto da semifinal do Baiano, entre Bahia de Feira e Vitória da Conquista, marcado para o domingo (31), na Arena Cajueiro. O Carcará tem boas chances de ficar com uma das vagas na Série D do Brasileiro do ano que vem.