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Fórmula 1: Organizadores fecham parceria para apostas esportivas na modalidade

Fórmula 1: Organizadores fecham parceria para apostas esportivas na modalidade
Foto: Divulgação

O campeonato de Fórmula 1 está chegando a sua fase final e os favoritos estão se destacando. No último fim de semana, Louis Hamilton confirmou seu favoritismo e venceu o GP do Japão, abrindo 67 pontos sobre Sebastian Vettel.

 

A novidade é que a modalidade está sendo regulamentada no universo das apostas. No mês passado, foi anunciado um acordo com o grupo Interregional Sports Group (ISG) para oficializar os investimentos nos resultados das corridas.

 

Ao mesmo tempo que pretendem proporcionar mais uma conexão entre os fãs e o esporte, os responsáveis pela corrida mostram-se preocupados com a possibilidade de fraude. Para evitar a manipulação de resultados, como ocorreu no Campeonato Italiano de futebol em 2012, também foi firmado um contrato com a Sportsradar, empresa cuja especialidade é identificar e evitar casos de corrupção no esporte.

 

De acordo com Sean Bratches, diretor de operações especiais da gigante automobilística, "este acordo nos permite desenvolver maneiras novas e emocionantes para os fãs de Fórmula 1", mas sem comprometer a integridade do esporte.

 

A princípio, o acordo, com valor de US$ 100 milhões, será válido por 100 anos. Contudo, se o projeto for bem-sucedido, a tendência é que ele seja mais longo.

 

APOSTADORES CONTARÃO COM PLATAFORMA DE DADOS OFICIAIS
Outra boa notícia para os interessados nas apostas em Fórmula 1 é que haverá um banco de dados oficial disponível para os fãs. Lá, eles poderão levantar algumas informações a respeito do desempenho dos pilotos e das equipes, de modo a orientar os seus investimentos.

 

Isso, por sua vez, é uma mina de ouro para os apreciadores do jogo. Os profissionais do ramo afirmam que a análise dos antecedentes da modalidade é algo fundamental para apostas bem fundamentadas.. Deste modo, a existência de um banco de dados oficial proporciona mais segurança  e melhores chances para os apostadores.

 

MEDIDA OFICIALIZA PRÁTICA
Apesar do recente anúncio da medida, as apostas em Fórmula 1 já eram uma velha conhecida dos entusiastas da prática. Sites internacionais do ramo já permitiam aos jogadores cadastrados que investissem nos resultados das corridas (normalmente, em quem terminaria o circuito em primeiro lugar). 

 

Assim, o reconhecimento da prática pela própria organizadora do esporte nada mais fez do que oficializar algo que já acontecia. Os comentários de profissionais da área, inclusive, afirmam que o acordo é muito mais do que uma mera fonte de renda extra: é uma tentativa de se modernizar, em um contexto no qual as apostas esportivas estão cada vez mais populares.

 

APOSTAS ESPORTIVAS TENDEM A CRESCER
Antes limitado a estabelecimentos físicos especializados, como os jóqueis de corridas de cavalos, o universo das apostas esportivas ganhou vida nova com a internet com a proliferação de sites de apostas esportivas que são hospedados em países onde os jogos são legalizadas, ajudando a popularizar a prática. 

 

Consequentemente, nos últimos anos, tanto governos quanto entidades de diferentes países têm tomado medidas no sentido de regulamentar as apostas esportivas. Na prática, isso nada mais faz do que proporcionar mais segurança aos entusiastas da prática.

 

Uma das decisões mais emblemáticas veio da América do Norte. No início deste ano a Suprema Corte dos Estados Unidos deu fim a décadas de embates nos tribunais do país a respeito da legalidade desta prática. Desse modo, a mais alta instância do judiciário americano decidiu que a opção pela liberação ou pela vedação das apostas cabe a cada estado, e não ao governo federal.

 

Consequentemente, a tendência é que praticamente todas as unidades federativas do país aprovem a medida. Antes, ela era limitada às que haviam obtido autorizações prévias a uma decisão judicial anterior - entre elas, Nevada, tida como meca mundial do jogo.

 

No Brasil, tanto as apostas esportivas quanto os jogos de cassinos ainda estão em um limbo jurídico. Isto pois, por mais que o ordenamento jurídico diga que ambos são contravenções penais, as transações processadas no exterior (ou seja, em sites estrangeiros) não são puníveis. Assim, no atual panorama, é possível apostar em Fórmula 1, aproveitando-se do banco de dados oficial da modalidade, sem correr risco de infringir a lei.

 

Contudo, isto pode mudar em breve: há um forte movimento no Congresso Nacional em prol da causa. O PLS 186/2014 é o projeto de lei que está mais avançado, em termos de processo legislativo: ele já está pronto para ser votado no plenário do Senado.

 

Seu conteúdo visa não apenas liberar o jogo e as apostas em território nacional, como, também, institui normas fiscalizatórias e impostos. De acordo com seus apoiadores, ele seria uma maneira de melhorar a situação fiscal dos cofres públicos, no vermelho desde meados de 2014.  Para o autor, o senador Ciro Nogueira (PP/PI), "o Brasil hoje é um dos países em que mais se joga no mundo. O mercado clandestino movimenta cerca de R$ 20 bilhões por ano".