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Vice-campeão Mundial, Bruno Jacob 'apresenta' o Motosurf e comemora crescimento do esporte

Por Gabriel Rios

Vice-campeão Mundial, Bruno Jacob 'apresenta' o Motosurf e comemora crescimento do esporte
Foto: Divulgação

O Bruno Jacob é uma das referências do Motosurf. Primeiro sul-americano a conquistar o segundo lugar no Mundial da categoria, o baiano busca muito mais. Apaixonado por esportes, já praticou vários, mas acabou se encontrando nas ondas de Barra do Jacuípe. “É o point do esporte aqui no estado. Desde novo já passeava com meu pai. Fui ganhando paixão e ele sempre me incentivando. Pratiquei Kart, Quadriciclo, Futebol, e sempre gostei de adrenalina e contato com a natureza. Peguei um Jet ski emprestado, comecei a treinar e me destaquei. Sempre fui dedicado, nunca fui muito de sair. Meu negócio era praticar esportes”, disse. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele explica e comemora o crescimento do esporte.

Bruno Jacob treina em Barra do Jacuípe / Foto: Divulgação 

Bruno iniciou a prática em 2003. Um ano depois, já estava participando do Brasileiro. Com apenas 16 anos, conquistou o primeiro título na competição. “Foi um grande feito para a gente da Bahia, diante das dificuldades”, destacou.

 

Jacob explica o processo para começar a praticar o Motosurf. O grande desafio é adquirir os equipamentos, o que fica ainda mais complicado com a desvalorização da moeda brasileira.

 

“Primeiramente tem que ter habilitação. A partir de 18 anos tem que ter a motonauta. A partir de R$ 15 mil você adquire um equipamento desses. Com a internet você tem acesso à informação sobre o esporte. Antigamente, tínhamos que comprar fitas, DVD para assistir outros atletas. Acho legal se informar sobre os equipamentos de segurança, como o colete, o capacete. É importante estar com o corpo bem, pois ele sofre, a musculatura [sofre]. Infelizmente nossa moeda é desvalorizada, então nosso maior desafio é isso, os equipamentos são muito caros. Ainda tem a questão alfandegária que todos sabem”, lamentou.

 

Ele ainda rechaça que o Motosurf seja um esporte perigoso: “Me machuquei mais jogando bola do que praticando esporte radical. Não tem risco algum. Eu sigo as regras sempre e uso os equipamentos de segurança”.


Jacob conquistou o segundo lugar no Baikal Jet Fest, na Sibéria / Foto: Divulgação 

Com uma escola em Barra do Jacuípe, a única da Bahia, Jacob salienta que para praticar antes da maioridade é preciso a autorização do juizado de menores. “Entre os 14 e 18 anos, só com o juizado. Você pode competir, mas não ser usuário para hobby. Comecei bem novo, porque praticava com meu pai, mas nunca pilotando”.

 

Participando do Programa Faz Atleta, ele elogia a Superitendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb): “Faço parte do programa, nos ajuda muito. Tenho patrocínio. Nesse ponto, a Bahia tem um programa bacana que destaca bastante a gente como atleta”.

 

Bruno agora se prepara para conquistar o Mundial. Entre 2 e 4 de novembro acontece a competição no Japão. “Vou buscar esse título. Estamos trabalhando para isso. Depois, finalizo a temporada”, concluiu.

Jacob competindo no Baikal / Foto: Divulgação 

 Por fim, Jacob destaca a importância das motos aquáticas. Ele explica que muitos surfistas já o procuraram. “O Jet (ski) hoje é muito importante para o salvamento no Surf. Muitos surfistas têm utilizado não só para salvar, mas para levá-los para entrar nas ondas. Tem sido muito utilizado. Muita gente me chama para participar. Eu treino com eles, tanto para entrar na onda, como para deslocar de um lugar para outro, o que acaba valorizando o nosso esporte. O Surf tem crescido, e nós temos acompanhado esse crescimento”, salientou.