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Candidato à presidência, Boulos propõe intervenção do Estado no futebol brasileiro

Candidato à presidência, Boulos propõe intervenção do Estado no futebol brasileiro
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Candidato à presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL) propõe uma intervenção do Estado no futebol brasileiro. No seu plano de governo, dentre as 36 propostas para o esporte e lazer, o presidenciável quer tributar a venda de jovens jogadores, rediscutir estaduais e determinar calendário, horários e percentuais exatos do contrato de TV.

 

De acordo com o plano de governo de Boulos, a tributação da venda de jovens atletas já tem até nome, "Lei Prata da Casa". "Uma taxa decrescente para as transferências internacionais de jogadores até 23 anos, forma legal para interferir no êxodo dos jovens atletas e proteger os clubes de formação, garantindo maior qualidade técnica para o futebol disputado no país", descreveu.

 

Boulos também defende a intervenção do Estado na negociação entre clubes e televisão pelos direitos de transmissão dos jogos. Ele estabelece percentuais exatos para a distribuição do valor, sendo 50% do montante dividido igualmente entre os clubes, 25% baseados na classificação final do Campeonato anterior, sendo que o campeão receberá 20 vezes mais do valor que recebe o último colocado e os outros 25% variáveis de acordo com o número de jogos transmitidos na televisão.

 

O presidenciável ainda trata o Estatuto do Torcedor como uma herança neoliberal. De acordo com o seu plano de governo, ele também pretende rediscuti-lo buscando "reverter a criminalização dos torcedores, coibir manifestações preconceituosas racistas, homofóbicas, regionais e sexistas e garantir os horários de realização das partidas adequados aos interesses dos setores populares".

 

Por fim, Boulos ainda defende a democratização dos clubes, federações e da CBF e o fim da política de reconciliação com a cartolagem dos clubes, além da fabricação nacional de equipamentos e materiais esportivos.