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Após pensar em desistir, promessa baiana no vôlei chega à Seleção sub-19: 'Quase desmaiei'
Foto: Reprodução / Facebook

Com apenas 16 anos, o baiano Pietro Pereira começa a se destacar no vôlei nacional. Recentemente, o central de 2,07 metros de altura foi convidado pela Seleção Brasileira Sub-19 para treinar junto com a equipe visando o Sul-Americano, que acontece em Cuba em setembro. Atualmente na base do Sada/Cruzeiro-MG, o jovem também atua pela Seleção Baiana. Em entrevista ao Bahia Notícias, o jogador descreveu o momento em que soube do convite.

 

“Estou sem palavras. Não caiu a ficha ainda. Muito feliz pelo reconhecimento, me esforcei muito e continuo para melhorar ainda mais no voleibol. Quando recebi a notícia quase desmaiei em casa. Minha primeira convocação”, afirmou.

 

Com pouco mais de dois anos no esporte, o atleta já carrega um currículo de respeito. Ele já venceu o Campeonato Baiano Juvenil e Infanto, além de ter sido campeão do juvenil sub-21 em Maceió. Foi eleito o jogador revelação em 2016 no infantil e o melhor central da Bahia em 2017.

 

Pietro explicou ao BN como surgiu a vontade de jogar vôlei e revelou que pensou em desistir no começo. “Surgiu na escola e também assistindo a seleção na TV. Comecei a treinar com uma bola de futsal e, de tanto brincar, pensei em levar a sério. Me indicaram para procurar a Associação Cultural e Esportiva (Aceb) na Braskem, no Costa Azul. Conheci o treinador Alexandre Chastinet e fiquei treinando com ele. Logo no primeiro dia foi muito difícil, é um esporte muito complicado, então comecei a pensar se queria continuar. O que me ajudou a prosseguir foi assistir vídeos no YouTube e isso foi me apaixonando. Hoje, não me arrependo de ter entrado no vôlei”, relembrou.

 

“Meu padrasto Noel me levava para os campeonatos, me dava muito apoio. Nunca me deixou desanimar quando eu ficava na reserva. Como minha família não tinha dinheiro para que eu pudesse fazer academia, fazia os exercícios em casa, olhando pela internet. Meu professor da Escola Municipal de Pituaçu tirava 10 minutos da aula dele para me ajudar nos treinamentos de funcional”, completou.

 

Atualmente em Belo Horizonte, Pietro elogia o comprometimento da Federação Baiana de Voleibol com as competições, mas admite que a estrutura não era das melhores por falta de apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).

 

“A Federação é comprometida com os campeonatos, mas a estrutura com ginásio e material está atrás. A Sudesb não ajuda, já mandaram cartas pedindo, mas eles diziam que não era possível. Eu treinava em um lugar bom, mas isso não quer dizer que era apropriado para o vôlei”, salientou.

Pietro e a Seleção Baiana de Vôlei Foto: Reprodução / Facebook

Para atuar na Seleção Baiana de Vôlei é preciso passar na seletiva. E, mesmo longe, Pietro sempre está presente nas convocações para representar a Bahia no esporte. Segundo ele, a confiança dos treinadores no seu potencial garante que ele tenha vaga no time.

 

“Joguei recentemente na seleção. Os treinadores Gidson Soares e Uli Reis já me conhecem, confiam em mim e me levam, pois sabem do meu potencial. A Federação Baiana manda as passagens para mim e eu vou. No início de junho participamos do Campeonato Brasileiro de Seleções da segunda divisão Sub-19, ficamos em segundo lugar”.

 

O jogador também tem tido a oportunidade de acompanhar de perto uma de suas principais inspirações no vôlei. O cubano Simon também atua no atual campeão da Superliga e Pietro confessa: assiste aos treinos do time principal quando não está treinando na sua categoria.

 

“Eu fico assistindo aos treinos do profissional, para botar em prática. Aprendo bastante. Tenho mais um ano de infanto, mas dois de juvenil, e tento fazer o melhor possível para chegar à equipe adulta. Eu pretendo chegar lá com 19 anos, mas vai depender dos técnicos me avaliarem”, disse.

 

Entretanto, mesmo sem estar nos profissionais, Pietro já pensa no seu futuro e almeja chegar à seleção e atuar na liga italiana.

Pietro está na categoria infanto do Sada/Cruzeiro, atual campeão da Superliga Foto: Reprodução / Facebook

 

“Eu quero ficar no Cruzeiro, pegar muita experiência, ter um nível técnico melhor. Tem que ter cabeça, físico, força e foco. Pretendo chegar até os 25 aqui e depois quero ir para Japão e Turquia, almejando chegar na Itália, que é a melhor liga do mundo. Quero fazer história na seleção como Bruninho, Lucão, Murilo, todos eles”, projetou.

 

Por fim, o jovem não esquece de agradecer a todas as pessoas que o ajudaram de alguma forma.

 

“Tenho muita gente para agradecer. Minha mãe investiu muito em mim nesses dois anos de vôlei. Ela gastou em torno de R$ 30 mil. Meu padrasto, que é como um pai, perdia o trabalho dele para ver meus jogos, para me levar para treinar. Agradeço também aos meus treinadores e professores que tive na Bahia. Me deram muitas orientações técnicas. Eu amo a Bahia e agradeço por tudo”, concluiu.

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