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E-Sports: Sucesso no mercado, jogadores gastam milhares com League of Legends

Por Gabriel Rios

E-Sports: Sucesso no mercado, jogadores gastam milhares com League of Legends
Crédito: Reprodução/League of Legends

Criado em 2009, o League of Legends (LoL) movimenta muito dinheiro. De acordo com o Instituto internacional de pesquisa SuperData, o game lucra cerca de R$ 5,771 bilhões. O jogo online, com mais de 100 milhões de usuários mensais – segundo dado da produtora do game Riot Games em 2016 -, é um dos maiores do gênero conhecido como Moba (arenas de batalhas multiplayer online), no qual os jogadores competem em partidas que duram em média de 20 a 50 minutos. Em cada modo do jogo, o time trabalha em conjunto para alcançar os objetivos e, consequentemente, a vitória. O LoL tem muitas competições, a mais conhecida no país é o CBLoL, que é o Campeonato Brasileiro do jogo. Assim como nos outros esportes, também é realizado o mundial da categoria. Grandes times como Flamengo e Corinthians têm montado suas equipes. Assim como Ronaldo “Fenômeno”, que criou seu próprio time. O Bahia Notícias entrevistou três jovens soteropolitanos que jogam LoL há mais de cinco anos e já gastaram quase R$ 10 mil ao todo.

 

O estudante Maviael Neto, 21, joga desde os 14 anos e já gastou em média R$ 3 mil. “Atualmente não gasto mais, pois não influencia em habilidade, só em aparência, então acho que se eu não gastar mais nada, continuo satisfeito”, disse.

 

Maviael, que já chegou a jogar por um dia inteiro, afirma que o jogo foi benéfico para sua vida: “Ajudou a melhorar meu foco, acho que conta como uma boa influência”.

 

Apesar de não gastar mais com o jogo, o estudante salienta que não se arrependeu do dinheiro investido. “Nunca. Essa quantia parece muita, mas se for dividida pelo tempo que jogo, fica mais aceitável”, destacou.

Ginásio do Ibirapuera recebeu mais de 10 mil pessoas na final do CBLoL 2016 | Foto: Divulgação / Riot

 

Os gastos no LoL podem ser feitos através de cartões de crédito ou débito, boleto bancário, depósito e mensagem SMS para a compra de Riot Points, a moeda interna do jogo. Com ela, os jogadores podem melhorar a aparência do personagem, além de liberar pacotes de novos personagens.

 

Já Victor D’Afonseca, 21, começou a jogar há seis anos com os amigos. Segundo ele, os mais de R$ 3 mil gastos passaram despercebidos ao longo desse período. Tempo esse em que o estudante confessa que ficou “viciado”.

 

“É um jogo competitivo, então você quer sempre ficar entre os melhores. Acabei viciando até chegar um ponto no qual pelo menos você seja reconhecido. Deixei de sair com a família, fazer viagens, para poder me dedicar totalmente ao jogo. Nas férias eu chegava a dedicar 15 horas do meu dia para melhor no jogo, mas em dias de aula eu diminuía para oito horas”, contou.

 

Entretanto, Victor se frustrou por não conseguir atingir o objetivo e acabou parando de jogar. “Decidi parar, pois engordei muito, fiquei frustrado por não conseguir chegar ao topo do ranking. Querendo ou não, você se torna meio que anti-social, e isso afeta os seus relacionamentos”, revela.

O time INTZ faturou os dois Splits do CBLoL em 2016 | Foto: Divulgação / Riot Brasil

 

Nelson Nascimento, 22, também parou de jogar. Entretanto, os R$ 3.500 gastos com o jogo foram um investimento, já que possibilitou um conhecimento na área do e-Sport, para quem sabe, poder exercer alguma profissão no ramo.

 

“Sobrevivemos em um mundo globalizado, no qual a tecnologia tem tido grandes avanços e, junto a toda essa evolução cresce, também, o mercado dos games. Temos uma indústria de jogos crescente e que enseja vagas para quem se sobressai nesse âmbito, ao contrário do que algumas pessoas pensam que o trabalho com jogos não prospera”, analisou.

 

Nelson se vê realizado com o jogo, já que alcançou um alto elo. Sobre se profissionalizar na área, ele acha muito complicado, mas reforça que gostaria de trabalhar com e-Sports.

 

“Para se tornar jogador profissional de LoL precisaria dedicar 100% do meu tempo, além do que, infelizmente, não é algo tão fácil. É difícil chegar para seus pais anunciando querer trabalhar ‘jogando vídeo game’. Não me sinto frustrado por não ter me tornado um jogador profissional, mas por não estar, ainda, trabalhando na área”, concluiu.

 

O ex-jogador Ronaldo resolveu investir no LoL | Foto: Rodrigo Faber