CEO da Volvo Ocean Race lamenta desaparecimento de velejador britânico
CEO da Volvo Ocean Race, o sueco Richard Brisius, lamentou nesta terça-feira (27), o desaparecimento do britânico John Fisher. Integrante da equipe Sun Hung Kai/Scallywag, ele caiu no mar na última segunda-feira (26), durante a disputa da etapa de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí, no Brasil. Em tom de luto, o dirigente enviou "sinceras condolências à família".
"Nesta manhã, estou extremamente triste em informar que um dos nossos velejadores, John Fisher, da equipe Sun Hung Kai/Scallywag, se encontra presumivelmente perdido no mar. Isto é de partir o coração a todos nós. Como velejadores e organizadores de regatas, perder um tripulante no mar é uma tragédia que nunca queremos imaginar. Estamos arrasados e os nossos pensamentos estão com a família do John, amigos e companheiros da sua equipe", declarou.
Fisher caiu no mar no Oceano Atlântico, a cerca de 1.400 milhas náuticas, o equivalente a 2.500 km, a oeste do cabo Horn. No momento da queda, o vento era forte, de 35 nós ou 65 km/h, e a temperatura da água era de 9ºC. Segundo Brisius, a Sun Hung Kai/Scallywag tentou buscar exaustivamente o britânico, mas sem sucesso, decidiu seguir viagem. "A tripulação está, naturalmente, emocionalmente e fisicamente exausta após o que acabou de passar. Dada a temperatura da água fria e o estado extremo do mar, juntamente com o tempo que passou desde que ele caiu ao mar, devemos presumir que John foi perdido no mar", lamentou o CEO.
O dirigente informou que a causa da queda de John Fisher no mar será investigada. "Temos a certeza de que haverá muitas dúvidas sobre como um de nossos velejadores foi perdido no mar ontem. Poderemos esclarecer isto mais tarde, quando a equipe nos passar toda a informação. Hoje, nossos os pensamentos e orações vão para a família do John e toda a equipe do Scallywag", disse.
A Volvo Ocean Race é uma regata de 45 mil milhas náuticas (83 mil quilômetros) ao redor do mundo. As equipes estão atualmente no nono dia da sétima etapa. O percurso de Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí - litoral de Santa Catarina - tem 7.600 milhas náuticas (cerca de 14 mil quilômetros). Antes de começar a etapa, o barco de Hong Kong ocupava a terceira colocação na classificação geral, uma posição à frente do holandês AkzoNobel, que conta com a brasileira Martine Grael. A liderança da regata é do barco espanhol Mapfre.
