Caso Fifa: Delator diz que Messi recebeu R$ 654 mil para atuar pela seleção argentina
O ‘caso Fifa’ segue dando o que falar nos Estados Unidos. Desta vez, nesta quinta-feira (16), o nome de Lionel Messi, atacante do Barcelona e da seleção argentina, foi citado, no Tribunal Federal de Brooklyn. Segundo informações do site Globoesporte.com, o delator Alejandro Burzaco revelou que o craque teria recebido 200 mil dólares (cerca de R$ 654 mil) para jogar amistosos pelo seu país.
O interrogatório foi conduzido pela defesa Juan Ângel Napout, ex-presidente da Conmebol, liderada pelo advogado John Pappalardo. O ex-dirigente é réu no processo, junto com o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.
Segundo a reportagem, quando perguntado se sua empresa, a Torneos y Competencias, teria pago propina aos jogadores da Argentima, Buzarco foi enfático. “Para Messi e outros”, resumiu.
Ele garantiu que pagou a quantia para que Messi e outros atletas atuassem em amistosos pela seleção albiceleste. Normalmente, jogadores não são remunerados para jogarem por suas seleções.
Buzarco é um dos nomes essenciais nas investigações sobre os escândalos de corrupção que eclodiram em 2015. Segundo o empresário, Marin receberia da empresa cerca de R$ 6 milhões se o esquema de fraude para obtenção de direitos de transmissão de competições como a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, caso o esquema não tivesse sido descoberto.
Os valores dos subornos pagos a Napout chegariam a R$ 17 milhões. Além disso, o ex-presidente da Federação Peruana, Manuel Burga, embolsaria R$ 11,8 milhões.
