Denúncia da Conmebol pode chegar em Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero
Uma auditoria da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) identificou um desvio de 129,9 milhões de dólares entre os anos de 2000 e 2015. A suspeita pode respingar na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por conivência e acobertamento dos crimes.
A Conmebol denunciou dois ex-presidentes da entidade sul-americana ao Ministério Público do Paraguai, Nicolas Leoz e o uruguaio Eugenio Figueredo (leia mais).
Segundo a entidade, durante o período dos desvios o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero e o ex-presidente da entidade brasileira Ricardo Teixeira representavam o país no Comitê Executivo da Conmebol. A CBF não quis comentar o assunto.
Em entrevista ao jornalista Rodrigo Mattos, que escreve um blog no site Uol, o advogado da Conmebol, Oswaldo Granada Sallaberry, autor da denúncia, disse que todos os membros do Comitê podem ser responsabilizados.
"Absolutamente (podem ser acusados). Todos os que figuraram no Comitê Executivo e Congresso participavam de informes a cada dois anos com os relatórios financeiros da Conmebol. Por isso, todas essas pessoas têm participação na gestão'', contou o advogado da Conmebol, Oswaldo Granada Sallaberry, ao blog. Ele assina a denúncia. ''Eles participavam do corpo colegiado. Não podiam ignorar isso (os desvios)'', afirmou.
