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Jogador do Fast sofre parada cardíaca em campo; ambulância não tinha equipamento

Jogador do Fast sofre parada cardíaca em campo; ambulância não tinha equipamento
Foto: Reprodução / Rede Amazônica

O jogador Charles Chenko, que defende o Fast, sofreu uma pancada na cabeça e teve uma convulsão e princípio de parada cardíaca em campo. A equipe enferntava o Nacional pelo Campeonato Amazonense e o duelo foi interrompido pelo árbitro após o acidente.

 

Internado no Hospital João Lúcio, em Manaus, Charles teve um pequeno coágulo na cabeça e recebeu medicamento. O atleta está entubado, sedado e ficará em observação por 48h. Após o acidente, o árbitro decidiu encerrar a partida. Depois do anúncio, jogadores do Fast e do Nacional se uniram em um círculo de oração no centro do gramado pela saúde do companheiro de trabalho.


De acordo com um torcedor do Nacional entrevistado pela Rede Amazônica, a ambulância que atendeu o jogador não possuía um desfibrilador, equipamento obrigatório para partidas de futebol. Por sorte, a Arena da Amazônia, que recebia o duelo, tinha o equipamento.


"A ambulância que estava esperando estava sem equipamento e nenhum aparelho médico. Para se arrumar um desfibrilador, foi preciso o quarto árbitro ir até o túnel (da Arena da Amazônia) para buscar um equipamento para salvar a vida do atleta do Fast", afirmou. O médico do Fast, Moacyr Encarnação, criticou a fiscalização do aparato médico.


"Só tinha praticamente uma maca dentro da ambulância. Ela não estava totalmente equipada. Eu acredito que teve uma falha na fiscalização. A arbitragem ou alguém poderia ter visto, mas ninguém nunca faz. Só olham se tem (ambulância) e começam o jogo", disse. A assessoria de imprensa do clube afirmou que a contratação do veículo foi feita pela Federação Amazonense de Futebol (FAF), e o clube, mandante no jogo contra o Nacional, apenas repassou o valor do serviço.