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Buscando retorno às quadras, Sheilla critica 'discriminação' da CBV

Buscando retorno às quadras, Sheilla critica 'discriminação' da CBV
Foto: Inovafoto / CBV

Após um ano sabático, a oposta Sheilla se prepara pra voltar às quadras. No entanto, o retorno da jogadora tem sido dificultado pela regra da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que limita o número de duas jogadoras com nível sete - o mais alto do ranking - por equipe.

 

A medida, que serviria para equilibrar o nível da Superliga, foi criticada por atletas. O ranking, segundo Sheilla, pune as melhores atletas do país.

 

"Sempre fui contra. São coisas que só prejudicam. É discriminação, somos punidas no nosso país por sermos as melhores. Agora ficou nítido, com o ranking valendo só para as jogadoras de sete pontos. Terem excluído o ranking das outras é ótimo, mas deveria ser para todas. Assim, abre espaço para estrangeiras, desvaloriza as principais jogadoras do país. A Superliga está nivelada por baixo, e vai ficar pior", disse.

 

A confederação afirma que a votação para manter o limite contou com a participação de membros da Comissão de Atletas. No entanto, Sheilla explicou ao GloboEsporte.com que o voto dos atletas não tem como vetar a situação.

 

"A Comissão votou contra o ranking, mas é um voto entre 11. É nulo. A CBV fez esse ranking a vida inteira. Nós temos um grupo no Whatsapp. E a Garay me ligou outro dia, da China, para conversar. A CBV pregou ranking por igualdade, mas isso nunca aconteceu. Rio e Osasco sempre dominaram. Nunca houve igualdade. Nunca. Sempre fortaleceu os mais fortes. Por que a CBV não chega para algum clube, como, por exemplo, o Pinheiros. 'Você quer contar com a Sheilla? Como podemos ajudar? Se a gente transmitir mais jogos, será que o patrocínio começa aumentar?' Mas não fazem isso. É completamente injusto", criticou.