Torcida protesta e clube espanhol desiste de contratar jogador ucraniano: 'Nazista'
Foto: Reprodução / Espn
Fãs do Rayo Vallecano deram amostras de que a torcida pode intervir de forma efetiva numa decisão da diretoria. Um dia depois de contratar o meia ucraniano Roman Zozulya, ex-Bétis, o negócio foi cancelado pelo clube. O motivo é uma suposta predileção por ideologias paramilitares de extrema-direita.
Quando jogava pelo Dnipro (Ucrânia), em 2016, o jogador foi fotografado com uma camisa que deu o que falar. Na ocasião, ele vestiu uma roupa na qual havia a bandeira da Ucrânia. No entanto, jornais espanhóis acusaram de ser um símbolo do Pravy Sektor, um grupo ucraniano de extrema-direita.
Em protesto contra a chegada do jogador, uma torcida organizada da agremiação, Bukaneros, resolveu ir ao treino nesta quarta-feira (1º) para criticá-lo. “Aqui não é lugar para nazistas”, dizia uma das faixas estendidas pelo grupo.
Zozulya se defendeu das acusações. "Lamentavelmente, minha chegada à Espanha esteve acompanhada de um mal-entendido por culpa de um jornalista que conhece muito pouco a realidade de meu país e minha própria trajetória. Cheguei ao aeroporto de Sevilha com uma camiseta com o escudo do meu país, Ucrânia, e uns versos do poeta Taras Shevchenko, estudado em todas as escolas da União Soviética", disse o atleta, numa nota destinada à torcida.
Com isso, ele retorna ao Bétis, mas não deve ser utilizado no restante da temporada.
