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Serginho demonstra preocupação com o futuro do vôlei brasileiro

Serginho demonstra preocupação com o futuro do vôlei brasileiro
Foto: Inovafoto / CBV
A camisa 10 da seleção brasileira masculina de vôlei não tem mais dono. Aos 40 anos, Serginho se despediu oficialmente da equipe nacional depois de entrar na história olímpica como o maior medalhista do Brasil em esportes coletivos, com dois ouros e duas pratas. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o líbero não esconde a preocupação com o futuro da modalidade.

"Preocupante. Nosso vôlei respira por aparelhos, a gente sabe que o nível técnico das categorias de base caiu muito, poucos times no Brasil têm categorias de base. Até na Superliga, acho que apenas quatro equipes vão brigar pelo título. É muito pouco para um País que é tricampeão olímpico, chega a ser ridículo", disparou.

Serginho ainda criticou o sistema de ranking. A ideia é classificar os jogadores com notas entre 0 e 7 e só é permitido aos clubes ter, no máximo, três atletas de nota 7. Os times não podem ultrapassar a pontuação máxima de 40 pontos na soma do elenco. A intenção é que o campeonato tenha mais equilíbrio.

"Sou contra o ranking. Falam que é para equilibrar, mas não vejo equilíbrio, se fosse assim teríamos 12 equipes brigando pelo título na Superliga. Poucos clubes no Brasil têm dinheiro. Ranking às vezes deixa o cara desempregado. E o mercado está levando muitos jogadores para fora porque a situação dos clubes aqui é triste. Riad, jogador de seleção brasileira, está sem time. O Lipe, campeão olímpico, está sem time. É inadmissível esses caras estarem sem ter onde jogar. Alguma coisa está errada", analisou.

Serginho ainda diz que esse sistema pode atrapalhar na próxima olimpíada, no Japão, em 2020. Já no próximo ciclo olímpico.

"Somos carentes em algumas posições. Temos o Wallace e o Evandro de opostos, mas precisa ter gente nova. A gente também precisa agregar líberos novos para verem o que é vestir a camisa da seleção brasileira, ganhar responsabilidade, jogar com pressão. Jogar no clube é diferente de jogar na seleção. Isso preocupa muito", afirmou.