Novato no handebol baiano, Grêmio acumula bons resultados e reclama de falta de apoio
Por Matheus Caldas
Foto: Alexandre Justino / CBHb / Divulgação
O handebol é um dos esportes que mais cresce no país. Antes preterida, a modalidade vem ganhando destaque internacional – o time feminino do Brasil foi campeão mundial em 2013. Na Bahia, um clube no interior vem ganhando força no esporte e, no seu primeiro ano de atividade, já ostenta feitos importantes. Trata-se do Grêmio Desportivo do Vale do São Francisco, time de Juazeiro.
Atualmente, a equipe lidera o ranking baiano Adulto, à frente do Vitória/FSBA, atual vice-campeão estadual na categoria - o detentor do título é o Luiz Palmeira, de Simões Filho. Na Conferência Nordeste da Liga Nacional de Handebol, a equipe lidera o grupo A, com duas vitórias em dois jogos (leia mais aqui).
Apesar dos bons resultados, o time tem dificuldades para se manter. De acordo com o presidente Fernando Andrade, a falta de apoio atrapalha o Grêmio e as outras equipes do estado. “A falta de apoio é total. Viajamos e jogamos na maioria das vezes pagando por isso”, lamentou o mandatário em entrevista ao Bahia Notícias. Além de dirigente, Fernando também é jogador do selecionado. Ele atua como ponta direita.
Na preparação para a Liga Nacional, o Grêmio atravessou a ponte sobre o Rio São Francisco e foi treinar em Petrolina, cidade pernambucana vizinha de Juazeiro, já que o município-sede do clube não dispõe de uma quadra oficial de handebol.
O atleta explicou que o time é uma junção de jogadores de ambas as cidades. Entretanto, por conta da sede ser em Juazeiro, houve uma despesa grande para fazer a “pré-temporada” no lado pernambucano da divisa – as partidas do primeiro turno da Liga também foram disputadas no local. No total, os jogadores desembolsaram R$ 2.900. “Nós arcamos com a hospedagem das equipes, alimentação da equipe de arbitragem, locação de quadra oficial para os jogos. Tivemos que utilizar o SESC da cidade vizinha”, explicou.
Os apoios são pontuais e não englobam todos os gastos do time juazeirense. Na camisa, por exemplo, é a Prefeitura de Petrolina que tem seu nome estampado. “Na última rodada do campeonato baiano alguns empresários nos ajudaram com alguns valores. No entanto, não chegou a 50% dos gastos que tivemos. Aí saiu do bolso o complemento para pagar”, relatou. Na ocasião, o Grêmio venceu o CHbI por 31 x 16.
Agora, a equipe terá uma série de decisões pela frente. Em âmbito estadual, haverá o fechamento da primeira fase e, posteriormente, o jogo semifinal do Campeonato Baiano, contra um adversário ainda não definido.
Os apoios são pontuais e não englobam todos os gastos do time juazeirense. Na camisa, por exemplo, é a Prefeitura de Petrolina que tem seu nome estampado. “Na última rodada do campeonato baiano alguns empresários nos ajudaram com alguns valores. No entanto, não chegou a 50% dos gastos que tivemos. Aí saiu do bolso o complemento para pagar”, relatou. Na ocasião, o Grêmio venceu o CHbI por 31 x 16.
Agora, a equipe terá uma série de decisões pela frente. Em âmbito estadual, haverá o fechamento da primeira fase e, posteriormente, o jogo semifinal do Campeonato Baiano, contra um adversário ainda não definido.
O gasto maior, no momento, ficará com o segundo turno da Liga Nacional. Entre os dias 14 e 16 de outubro, o Grêmio irá à Maceió (AL) disputar a fase. “Não fazemos ideia de como faremos para ir aos jogos, pois até agora não temos fonte desses recursos”, disse. A expectativa é que os gastos girem em torno de R$ 3.500. “Nosso grande problema é falta de grana mesmo”, brincou.
Na competição nacional, o Grêmio vem bem. Num grupo com o FHANC, de Feira de Santana, e América (AL), triunfos nos dos primeiros jogos. Caso consiga a classificação, haverá a segunda fase nordestina. Os dois melhores clubes da região participarão do mata-mata nacional, em São Paulo, no mês de novembro.

