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Neozelandesa que ajudou adversária no Rio 2016 recebe medalha Pierre de Coubertin

Por Edimário Duplat

Neozelandesa que ajudou adversária no Rio 2016 recebe medalha Pierre de Coubertin
Foto: Getty Images
Uma atitude que marcou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 rendeu a corredora Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, uma honraria digna do espirito esportivo. Por conta de ter ajudado a norte-americana Abbey D’Agostino, a corredora recebeu no último sábado (20) a medalha Pierre de Coubertin, premiação concedida pelo COI para atletas e pessoas envolvidas com o esporte e que demonstrem alto grau de espirito olímpico.

O fato aconteceu na disputa das eliminatórias dos 5.000 metros da Rio 2016, quando as duas atletas se chocaram no meio da prova. Após o choque, D’Agostino socorreu Humblin, mas o joelho da estadunidense sofreu uma lesão e fez com que ela não conseguisse seguir adiante. Vendo sua companheira em dificuldades, a neozelandesa desacelerou o passo e incentivou a norte-americana a finalizar a prova.

"Estou orgulhosa do que nós fizemos, acredito que você pode ser tanto competitiva quanto gentil e compreensiva ao mesmo tempo. Todo mundo vem aqui para competir, mas há um monte de pessoas que não alcançam isso, mas a jornada em si é muito importante também. Essa foi uma dessas jornadas e passou a ser um dos momentos mais importantes da minha vida”, afirmou a competidora em entrevista ao jornal Telegraph.


Em 120 anos de Jogos Olímpicos, apenas 18 pessoas receberam a medalha Pierre de Coubertin. Dentre elas está o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que ganhou a honraria nos Jogos de Atenas 2004.