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Técnico de Zanetti critica continência às forças armadas no pódio: 'Pegar atleta pronto é fácil'

Técnico de Zanetti critica continência às forças armadas no pódio: 'Pegar atleta pronto é fácil'
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Um gesto recorrente entre os atletas nesses Jogos Olímpicos marcou a subida do ginasta Arthur Zanetti no pódio. Quando a bandeira do Brasil foi hasteada nesta segunda-feira (15), o medalhista de prata prestou continência à Aeronáutica, entidade na qual ele se uniu há pouco mais de dois meses.

Zanetti é atleta da Força Aérea Brasileira e, como qualquer atleta que representa instituições militares, tem a opção de prestar continência ao subir no pódio, assim como fez Felipe Wu, no tiro esportivo.

Perguntado sobre o gesto, o treinador do ginasta, Marcos Goto, criticou duramente os motivos pelos quais a Aeronáutica apoia certos atletas. “São militares? Ou são atletas que são militares? Eles não treinam lá, só são contratados por eles. Eu que dou treino para o meu atleta, não são militares. Polêmica sempre vai gerar, se presta continência ou se não presta. Se é militar, dá polêmica; se não é militar, dá polêmica. Tudo dá polêmica no Brasil. Não sei qual é o salário que dão para o Arthur. Gostaria que os militares fizessem um trabalho de base, tiraria o chapéu para eles. Agora, apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança até chegar lá. O dia em que os militares fizerem escolinhas e apoiarem iniciação esportiva, apoiarem treinadores, aí vou tirar o chapéu. Por enquanto, não. Pegar atleta pronto é muito fácil”, disse o técnico, em entrevista ao canal SporTV.

Com a medalha de Zanetti, o Brasil soma três conquistas na modalidade nesta Olimpíada. Na final do solo, Diego Hypólito conquistou outra prata e Arthur Nory faturou o bronze.