Atletas do Kosovo esperam que medalha ajude no reconhecimento do país
Por Edimário Duplat
Foto: Divulgação
Em sua primeira olimpíada, o Kosovo tem muito que comemorar. Com a medalha de ouro da judoca Majlinda Kelmendi, na categoria 52kg, o país europeu entra no circuito esportivo mundial e acredita que a sua vitória ajude no reconhecimento do país europeu para o mundo.
"Espero que o que fizemos aqui, com essa medalha de ouro, mostre para países que ainda não reconheceram Kosovo que merecemos. Espero que essa medalha de ouro sirva para o Brasil, também, nos reconhecer. Os jovens do Kosovo, como Majlinda, merecem o mesmo tratamento dos jovens de todo o mundo. Essa medalha de ouro é uma luz para qualquer país que ainda tenha algum tipo de reticencia com o Kosovo e o povo kosovar”, afirmou o treinador Driton Kuka, em entrevista para o Portal Uol. Além de melhorar a imagem do Kosovo para o mundo, a judoca Kelmendi também quer que o título ajude as novas gerações kosovares a praticarem esporte.
"Espero que o que fizemos aqui, com essa medalha de ouro, mostre para países que ainda não reconheceram Kosovo que merecemos. Espero que essa medalha de ouro sirva para o Brasil, também, nos reconhecer. Os jovens do Kosovo, como Majlinda, merecem o mesmo tratamento dos jovens de todo o mundo. Essa medalha de ouro é uma luz para qualquer país que ainda tenha algum tipo de reticencia com o Kosovo e o povo kosovar”, afirmou o treinador Driton Kuka, em entrevista para o Portal Uol. Além de melhorar a imagem do Kosovo para o mundo, a judoca Kelmendi também quer que o título ajude as novas gerações kosovares a praticarem esporte.
"Sonhei tanto com esse momento. É especial para mim, para minha família, para meu técnico, para meu país... Mas, principalmente, para as crianças do Kosovo. Eu provei que se quiserem ser campeões olímpicos, eles podem, mesmo vindo de um país pequeno e pobre. Kosovo não é só um país que sobreviveu a uma guerra. Nós temos uma geração jovem incrível. Eu tive tantas ofertas para defender outros países, muitos milhões, e abri mão disso só para sentir o que senti hoje. É inacreditável", completou.
Após defender a Albânia em 2012, Majlinda Kelmendi recusou diversas naturalizações de países árabes e europeus para defender enfim o seu país no Rio 2016.
Após defender a Albânia em 2012, Majlinda Kelmendi recusou diversas naturalizações de países árabes e europeus para defender enfim o seu país no Rio 2016.
