Fernando Prass compara briga de torcidas com violência no Brasil e repudia torcida única
Por Edimário Duplat
Depois do confronto entre torcedores de Flamengo e Palmeiras, em jogo realizado no último domingo (5), o goleiro Fernando Prass comentou sobre o ocorrido no estádio Mané Garrincha e não apenas repudiou os atos ocorridos nas arquibancadas como também comparou com a atual situação de violência do país.
“Não é o futebol, né, é o nosso país é que está assim. A gente viu o que aconteceu nessa semana no Rio de Janeiro com a menina e o que aconteceu agora em São Paulo, com um garoto de 10 anos. Isso aí é o fim do país. Uma criança de 10 anos ser morta pela polícia, independente da versão, quer ela esteja armada ou não, não sei qual que é a pior”, afirmou o arqueiro alviverde em entrevista a TV Globo. Também perguntado sobre a questão da torcida única, Prass não acredita que essa alternativa resolva os problemas vividos entre o conflito de torcedores.
“Tem que ter um caminho. Leis mais rígidas, que criminalizem mais esses atos dentro do futebol. Porque a gente sabe quem faz. Todo mundo sabe quem faz, quem participa. É tão bonito ver duas torcidas misturadas, assim, como estava aqui, mas hoje é impensável. Torcida única não é solução para nada, só um paliativo. Ainda assim, na minha visão as brigas estão acontecendo fora do estádio, na ida ao estádio. Dentro do estádio praticamente a gente não tem confusão”, finalizou.
