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Em Salvador, Daniele Hypólito fala sobre Jogos Olímpicos e exalta legado do esporte

Por Edimário Duplat

Em Salvador, Daniele Hypólito fala sobre Jogos Olímpicos e exalta legado do esporte
Foto: Edimário Duplat/Bahia Notícias
Depois de participar da classificação da equipe feminina de Ginástica para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a brasileira Daniele Hypolito esteve presente em Salvador nesta terça-feira (19), onde participou de um encontro com 40 estudantes do Institutos de Cegos da Bahia, que visitaram a exposição Esporte Movimento, que segue até o dia 24 de abril na Caixa Cultural Salvador, no centro da cidade. Em conversa rápida com a imprensa, a atleta comentou sobre a classificação das brasileiras e também sobre a expectativa em relação à disputa do torneio internacional no país.

“A ficha ainda não caiu. Na verdade, desde que conseguimos a classificação (no último dia 17 de abril) ainda não parei para poder celebrar a classificação. Mas estou muito feliz, pois é a primeira vez que conseguimos levar as equipes masculina e feminina para a mesma edição dos Jogos”, disse Hypolito, que não também comentou sobre a importância da realização dos Jogos Olímpicos no Brasil.

“A Olímpiada está deixando um legado muito forte para o esporte. Teremos as instalações olímpicas que vão virar centro de treinamento de seleções, os estádios vão virar escolas municipais e isso tudo é importante. Espero que as pessoas, não só os políticos mas todas as pessoas, percebam a importância disso e preservem essas estruturas. Precisamos  ter um cuidado com tudo isso que está sendo dado para desenvolver, no futuro, o esporte brasileiro. Não só a ginástica, mas também com outras modalidades que não tem tanto reconhecimento como o futebol e o vôlei”, comentou.

Falando sobre a sua modalidade, Daniele afirma que já sente uma mudança significativa tanto no cenário quanto no desempenho dos desportistas brasileiros. “O nosso centro de treinamento hoje não deve para nenhum outro no mundo inteiro. Tem uma estrutura maravilhosa com uma sala de terapia, salas de aula, tudo para facilitar tanto as atletas como também para receber outras seleções e disputar competições. Esse ano já tivemos os EUA, a Inglaterra e a Suíça aqui, que elogiaram nossa estrutura. Além dele, também temos uma estrutura de aparelhagem em outros locais do Brasil.  Temos uma em São Bernardo (SP), em Curitiba (PR), que já era casa da Seleção permanente e recebeu aparelhos novos, além de outros cinco complexos de ginástica espalhados pelo país e mais um que está guardado e estão decidindo para onde se vai. Temos apoio da Caixa e de outros patrocinadores também. Isso é uma evolução enorme”, celebrou.