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Em campanha, clube sergipano leva o combate contra a violência a mulher para o futebol

Por Edimário Duplat

Em campanha, clube sergipano leva o combate contra a violência a mulher para o futebol
Foto: Divulgação
Prática ainda muito ligada aos homens, o futebol é um esporte que já apresentou exemplos para o combate de problemas sociais vividos em todo o mundo. Entretanto, mesmo com uma participação intensa na luta contra o racismo e o preconceito, os assuntos que tratam de combate a violência contra a mulher e a homofobia ainda são vistos como tabu, não só por torcedores como também por dirigentes e atletas envolvidos neste desporto. Entretanto, um clube de Sergipe, o Confiança, parece “nadar contra a maré” ao apresentar a campanha #nãoquebreaconfiança, que pretende conscientizar a população contra os abusos sofridos por mulheres na sociedade.

“No início tivemos um receio, até por conta dos atletas que não sabíamos se gostariam de participar da campanha e representar mulheres que sofreram violência. Mas foi muito bom ver a entrega de todos, principalmente do torcedor, que adotou essa campanha mesmo em um cenário de muito machismo que existe no futebol”, afirmou o presidente do Confiança, Luiz Roberto Dantas, em entrevista para o Bahia Notícias.


Jogadores do Confiança fazem o símbolo da campanha no jogo contra 
o Flamengo (Foto: Divulgação/Confiança/Facebook)

O projeto, que teve início na partida entre Confiança e Flamengo, pela Copa do Brasil 2016, conta com um site oficial da campanha (veja aqui) que apresenta depoimentos em vídeo de mulheres que sofreram situações de abuso e denunciam a violência sofrida pelo sexo feminino todos os dias. “Temos a intenção de apresentar dez mulheres, dentre elas duas transexuais, que dão depoimentos sobre os atos de violência que sofreram nas suas vidas. Os jogadores usarão os nomes delas nos uniformes, com o 11º sendo o de Maria da Penha, farmacêutica que deu nome a lei de combate à violência contra a Mulher”, explica o diretor de comunicação do clube, Bruno Albuquerque, que também exaltou a participação do torcedor em relação a campanha.


“Foi uma reação muito boa, o engajamento foi imediato e a torcida comprou o projeto. Na partida contra o Flamengo, infelizmente, por conta de ser um jogo de grande projeção não conseguimos entrar com a faixa que planejamos, pois a CBF não permitiu. Mas a torcida utilizou da faixa nas arquibancadas e ficou muito bonito”, complementou Albuquerque, que também explicou as particularidades em se pensar em uma campanha para uma equipe esportiva. “Uma campanha organizada para uma instituição comum às vezes não se adequa ao mundo do futebol. Aqui, tudo que acontece nas quatro linhas pode influir fora e como tivemos um revés recente no campeonato (três derrotas nos últimos quatro jogos) demos uma segurada nas publicações, mas seguiremos com ela até o fim”, concluiu.


A campanha tem repercussão nas redes sociais, atingindo torcedores
e personalidades famosas | Foto: Reprodução/ Intagram

E não é só de mudanças de pensamento que o Dragão Proletário pretende executar em relação ao empoderamento feminino. Segundo o mandatário azulino, o clube pensa na criação de uma equipe feminina para as competições da modalidade. “Com a adesão recente ao Profut, pretendemos também criar um time feminino sim. Temos que vencer essas barreiras, principalmente em um ambiente visto somente para os homens”, finalizou.