Torcedoras do Atlético-MG acusam clube de machismo em evento dos novos uniformes
Por Edimário Duplat
Foto: Reprodução/Atlético Mineiro
O evento de lançamento dos novos uniformes do Atlético Mineiro, ocorrido na última segunda-feira (15) não foi bem visto pelas torcedoras do clube de Belo Horizonte. Um grupo de adeptas do Galo publicou uma carta nas redes sociais onde se manifestaram contra a forma como as modelos desfilaram no momento da apresentação das camisas do alvinegro para a temporada 2016.
“Não podemos tolerar ações como o lamentável episódio do lançamento das Camisas da Coleção 2016, em parceria com a DryWorld, em que modelos femininas foram expostas de maneira objetificada, vestindo trajes de banho e lingeries, de maneira apelativa, em um evento de finalidade esportiva. Não podemos aceitar que a imagem feminina seja tratada como peça de enfeite de estádio, encomendadas para agradar o público masculino - que, há muito, deixou de ser único protagonista no universo do futebol”, afirma o documento, que também apresenta críticas em relação a demanda de materiais esportivos e atendimento em relação as torcedoras do Atlético nas lojas que vendem produtos do clube.
“Além disso, como consumidoras, passamos por situações que não são comuns a homens: a Loja do Galo nunca está suficientemente preparada para nos atender. Não há estoque e não há variedade de produtos. As mulheres, como consumidoras, sentem-se muitas vezes ignoradas pela diretoria do Atlético que, ironicamente, tem uma mulher em um dos cargos mais importantes da diretoria”, reitera.
“Não podemos tolerar ações como o lamentável episódio do lançamento das Camisas da Coleção 2016, em parceria com a DryWorld, em que modelos femininas foram expostas de maneira objetificada, vestindo trajes de banho e lingeries, de maneira apelativa, em um evento de finalidade esportiva. Não podemos aceitar que a imagem feminina seja tratada como peça de enfeite de estádio, encomendadas para agradar o público masculino - que, há muito, deixou de ser único protagonista no universo do futebol”, afirma o documento, que também apresenta críticas em relação a demanda de materiais esportivos e atendimento em relação as torcedoras do Atlético nas lojas que vendem produtos do clube.
“Além disso, como consumidoras, passamos por situações que não são comuns a homens: a Loja do Galo nunca está suficientemente preparada para nos atender. Não há estoque e não há variedade de produtos. As mulheres, como consumidoras, sentem-se muitas vezes ignoradas pela diretoria do Atlético que, ironicamente, tem uma mulher em um dos cargos mais importantes da diretoria”, reitera.
Com assinaturas de torcedoras do Galo Mineiro, o documento ainda evidencia que não existe justificativa econômica que justifique esse ato, já que muitas adeptas são sócias da agremiação e também consomem serviços como o pay-per-view.
Por fim, as aficionadas informam que não seguirão caladas em relação à objetificação feminina e pretendem ter maior representatividade nos círculos internos do clube.
