No México, atleta drag queen faz sucesso em meio ao cenário de luta livre do país
Por Edimário Duplat
Foto: BBC
Em meio ao grande número de atletas da luta livre mexicana, um se destaca entre os demais. Trata-se de Cassandro, competidor que se autodenomina “Liberace da luta livre” e segue como um dos mais famosos representantes do atual cenário local. Fazendo parte de um estilo de lutadores denominados no país de ‘exóticos’ – que misturam elementos femininos e masculinos – o atleta protagoniza um documentário veiculado pelo Serviço Mundial da BBC e pretende derrubar as barreiras do preconceito no esporte.
"Tenho 45 anos e 1,60 m de altura. Sou pequeno em comparação com a maioria dos lutadores. Quando tinha seis anos, fui chamado à sala do diretor e não sabia por que. Hoje sei que era por ser gay", afirma Saul Armendáriz, nome verdadeiro do personagem que já existe há 27 anos no cenário da luta mexicana e segue como uma das vozes a favor da diversidade no esporte.
"A luta é tão masculina, tão machista. Muitas pessoas dizem que 'um homossexual não pode lutar'. Então, gosto de provocá-las um pouco. Não quero ser parte do problema, mas sim da solução. E a solução é que você fique bem com alguém que seja homossexual, transgênero, ou bissexual. E que se você for algumas dessas pessoas, que você saiba que está bem ser quem você é", explica.
"Tenho 45 anos e 1,60 m de altura. Sou pequeno em comparação com a maioria dos lutadores. Quando tinha seis anos, fui chamado à sala do diretor e não sabia por que. Hoje sei que era por ser gay", afirma Saul Armendáriz, nome verdadeiro do personagem que já existe há 27 anos no cenário da luta mexicana e segue como uma das vozes a favor da diversidade no esporte.
"A luta é tão masculina, tão machista. Muitas pessoas dizem que 'um homossexual não pode lutar'. Então, gosto de provocá-las um pouco. Não quero ser parte do problema, mas sim da solução. E a solução é que você fique bem com alguém que seja homossexual, transgênero, ou bissexual. E que se você for algumas dessas pessoas, que você saiba que está bem ser quem você é", explica.
Cassandro se tornou o primeiro ‘exótico’ a ganhar um campeonato de luta livre, quando faturou a categoria peso-ligeiro da Associação Universal de Lutas (UWA). Depois de uma fase onde teve que se recuperar do vício de drogas e álcool, o competidor voltou a levantar um cinturão no ano 2000, quando foi campeão mundial dos pesos-médios em Londres.
"Subo ao ringue e uso meu talento e meu trabalho como se fosse um remédio. O que quer que eles queiram curar, eu os ajudarei", reitera Cassandro, que segue atuando nos mais importantes palcos do cenário mexicano.
