Depois de declarações, Morten Soubak pode não comandar o Handebol feminino na Rio 2016
Por Edimário Duplat
Foto: Divulgação/CBHb
As declarações do treinador da seleção brasileira de handebol feminino, Morten Soubak, não foram bem recebidas pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) e podem render a demissão do comandante antes da disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Mesmo com contrato até o dia 30 de agosto, o presidente da entidade, Manoel Luiz Oliveira, não garante a permanência do dinamarquês para o evento esportivo do próximo ano.
"A decisão de permanecer à frente da seleção feminina é de comum acordo. Até agora, a CBHb tem renovado os contratos com ele. Porém, em função das declarações dele, não sabemos se ele tem interesse em continuar. O que parece, para nós, é que ele não está satisfeito. As recentes declarações dele nos surpreenderam. Não sabíamos que ele estava tão descontente com o handebol brasileiro. A CBHb sempre esteve aberta para receber nossos técnicos e as suas contribuições e até mesmo críticas para melhoria do nosso esporte", afirmou o dirigente em entrevista ao site da ESPN.
Antes de ser eliminada pela Romênia, no Mundial de Handebol 2015, realizado na Dinamarca, Soubak deu uma entrevista ao portal Uol onde se sentiu frustrado pela falta de melhorias do esporte após a conquista do título mais importante da modalidade em 2013. "Antes, diziam: 'Vocês vão ter algo depois de conquistarem um título'. Não é verdade. O handebol do Brasil só piorou depois do Mundial de 2013. A Liga Nacional tem poucos times e é muito curta. Eu não vejo clubes, cidades ou Estados investirem no handebol. É só fala”, declarou na ocasião.
"A decisão de permanecer à frente da seleção feminina é de comum acordo. Até agora, a CBHb tem renovado os contratos com ele. Porém, em função das declarações dele, não sabemos se ele tem interesse em continuar. O que parece, para nós, é que ele não está satisfeito. As recentes declarações dele nos surpreenderam. Não sabíamos que ele estava tão descontente com o handebol brasileiro. A CBHb sempre esteve aberta para receber nossos técnicos e as suas contribuições e até mesmo críticas para melhoria do nosso esporte", afirmou o dirigente em entrevista ao site da ESPN.
Antes de ser eliminada pela Romênia, no Mundial de Handebol 2015, realizado na Dinamarca, Soubak deu uma entrevista ao portal Uol onde se sentiu frustrado pela falta de melhorias do esporte após a conquista do título mais importante da modalidade em 2013. "Antes, diziam: 'Vocês vão ter algo depois de conquistarem um título'. Não é verdade. O handebol do Brasil só piorou depois do Mundial de 2013. A Liga Nacional tem poucos times e é muito curta. Eu não vejo clubes, cidades ou Estados investirem no handebol. É só fala”, declarou na ocasião.
Na edição 2015, a Liga Nacional Feminina de Handebol teve o menor número de clubes participantes, com seis equipes na disputa. Apesar disso, o mandatário da confederação justifica que a causa do pequeno número de participantes é mais pela situação econômica do país do que por falta de investimento da CBHb. "Por conta da situação econômica do país, algumas equipes não puderam participar. Mas o nível técnico da Liga aumentou. A Confederação não tem o poder de criar clubes. Sabemos que os nossos campeonatos não são fortes quanto o de alguns países da Europa e gostaríamos que os clubes também conseguissem mais apoio de patrocinadores", justificou.
Outra crítica feita por Soubak se deve à falta de um investimento nas categorias de base do handebol brasileiro. Segundo o treinador, há um ano e meio não existe atividade para as seleções júnior e juvenil do país e isso dificulta a preparação para os Jogos de Tóquio, em 2020. Hoje, das 16 equipes que atuam na seleção principal, seis delas tem mais de 30 anos, cinco estão entre 25 e 30 e apenas cinco estão abaixo da idade.
