Em entrevista, Dunga afirma que Brasil não tem mais ‘jogadores de ponta’
Por Edimário Duplat
Foto: Márcia Feitosa/Vipcomm
O treinador Dunga voltou a rebater as críticas feitas ao seu trabalho à frente da Seleção Brasileira e admitiu que o país não tem mais atletas de decisão no futebol. A afirmação foi realizada em entrevista à revista Isto É, onde o tetracampeão mundial também falou sobre as suas convocações e a esperança de ter um tempo de preparação maior com o elenco que disputará os Jogos Olímpicos.
“O Brasil era acostumado a ter três ou quatro jogadores de referência, isso acabou. Temos um vácuo na geração de 23 a 28 anos. No Brasil, eles eram fantásticos, mas na Europa não vingaram por diversos motivos, inclusive porque ficam muito tempo no banco de reservas. Não temos jogadores de ponta, que decidem, habituados a ser a marca dos seus times”, reiterou o técnico, que atacou as críticas que recebeu por suas convocações.
“O Brasil era acostumado a ter três ou quatro jogadores de referência, isso acabou. Temos um vácuo na geração de 23 a 28 anos. No Brasil, eles eram fantásticos, mas na Europa não vingaram por diversos motivos, inclusive porque ficam muito tempo no banco de reservas. Não temos jogadores de ponta, que decidem, habituados a ser a marca dos seus times”, reiterou o técnico, que atacou as críticas que recebeu por suas convocações.
“Isso me incomoda, mas vou fazer o que? Não adianta ficar brigando contra quem não vai mudar. Eu trouxe o Douglas Costa para a seleção e fui criticado. Daí vem o Bayern de Munique do Guardiola e compra o jogador. Agora já dizem que o Douglas Costa é bom para caramba. Quer dizer que quando eu convoco, o jogador é ruim? Quando o Guardiola pede a contratação, ele vira craque”, confessou.
Sobre os Jogos Olímpicos do Rio 2016, Dunga espera ter 15 dias de preparação para o torneio e exaltou o bronze conquistado em 2008. “Em Pequim-2008, tive somente dez dias de preparação, sendo que dois foram perdidos viajando. Mesmo assim ganhamos o bronze e os caras dizem que não foi um resultado bom. A lição dessa minha primeira experiência como treinador de uma seleção olímpica é que precisamos de tempo para preparar a equipe e definir logo os três jogadores acima de 23 anos que vão aos Jogos do Rio'', concluiu.
Sobre os Jogos Olímpicos do Rio 2016, Dunga espera ter 15 dias de preparação para o torneio e exaltou o bronze conquistado em 2008. “Em Pequim-2008, tive somente dez dias de preparação, sendo que dois foram perdidos viajando. Mesmo assim ganhamos o bronze e os caras dizem que não foi um resultado bom. A lição dessa minha primeira experiência como treinador de uma seleção olímpica é que precisamos de tempo para preparar a equipe e definir logo os três jogadores acima de 23 anos que vão aos Jogos do Rio'', concluiu.
