Petkovic critica falta de planejamento do futebol brasileiro: ‘Jogador não é bem tratado’
Por Edimário Duplat
Foto: Fernando Ribeiro/Divulgação/Criciúma
Em prévia de entrevista dada a revista Corner, o ex-jogador e atual treinador Dejan Petkovic criticou a falta de planejamento do futebol brasileiro. Perguntado se o Brasil aprenderia mais com a vinda de atletas europeus, o sérvio não poupou críticas a falta de um apoio aos novos atletas do país, o acaba por fazer com que muitos talentos sejam desperdiçados por conta de opiniões precipitadas e falta de profissionais competentes para treina-los.
“Não aprendem nem com os próprios jogadores que tem aqui. Desperdiça, joga fora depois de dois jogos. Se um moleque de 20 anos entrou no time, deitou e rolou em um jogo, já é um fenômeno. Depois de dois jogos, pisou três vezes na bola e já não presta para nada. Não tem planejamento. O jogador não está sendo bem tratado, lapidado. É preciso dar oportunidades, ensinar, formar, aprimorar… Tem muita coisa. O Brasil tem talentos, só que o talento tem que ser trabalhado. O talento, para virar sucesso, depende de horas e horas de trabalho. Além de horas de trabalho, precisa-se de professores excelentes. Não só horas de trabalho.”, reiterou.
“Não aprendem nem com os próprios jogadores que tem aqui. Desperdiça, joga fora depois de dois jogos. Se um moleque de 20 anos entrou no time, deitou e rolou em um jogo, já é um fenômeno. Depois de dois jogos, pisou três vezes na bola e já não presta para nada. Não tem planejamento. O jogador não está sendo bem tratado, lapidado. É preciso dar oportunidades, ensinar, formar, aprimorar… Tem muita coisa. O Brasil tem talentos, só que o talento tem que ser trabalhado. O talento, para virar sucesso, depende de horas e horas de trabalho. Além de horas de trabalho, precisa-se de professores excelentes. Não só horas de trabalho.”, reiterou.
Em sua nova carreira como técnico de futebol, Pet também confirmou que pretende continuar no Brasil e não pensa em voltar tão cedo para o seu país natal. Entretanto, o atual comandante do Criciúma não descarta ser o treinador do Estrela Vermelha, clube onde se firmou como atleta, em alguma oportunidade futura.
“A atual situação no meu país não está nada boa e meu planos agora estão voltados para o Brasil, para os próximos cinco ou seis anos e, depois, ir para a Europa. Se até lá o Estrela Vermelha ‘entra na Europa’ em todos os sentidos, pode até ser. Mas no momento não estou pensando nessa possibilidade.”
“A atual situação no meu país não está nada boa e meu planos agora estão voltados para o Brasil, para os próximos cinco ou seis anos e, depois, ir para a Europa. Se até lá o Estrela Vermelha ‘entra na Europa’ em todos os sentidos, pode até ser. Mas no momento não estou pensando nessa possibilidade.”
