Antes do Brasileiro, São Francisco critica calendário e falta de apoio do governo
Por Edimário Duplat
Foto: Divulgação/FBF
Vencedor de 13 títulos baianos e entre as cinco melhores equipes do Brasil, o São Francisco do Conde é um exemplo de time vencedor tanto dentro quanto fora de campo. Mesmo com as dificuldades enfrentadas por um clube amador, o grupo que representa a cidade do recôncavo consegue figurar sempre entre as favoritas para um título além de ser um exemplo de celeiros para novas atletas do futebol feminino nacional. Entretanto, apesar de uma trajetória de conquistas e superações, o time azul e grená segue enfrentando dificuldades que vão desde a difícil concorrência com equipes de melhor estrutura do sul do país como da falta de uma melhor atenção dos órgãos competentes do seu próprio estado.
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São Francisco conquista mais um campeonato baiano
Foto: Divulgação/FBF

Mesmo disputando o Brasileiro, São Francisco não consegue
treinar em Pituaçu. Foto: Reprodução/Twitter
Além da falta de calendário anual, outro incômodo para o São Francisco na temporada é a tabela do Brasileiro Feminino. Com outras grandes equipes em sua chave, os baianos reclamam da falta de uma distribuição mais justa na tabela, o que pode atrapalhar o rendimento da competição. “A tabela não nos ajudou. Estamos em uma chave com outras duas equipes que estão entre as melhores do ranking que são o Foz do Iguaçu e o São José. Enviamos um documento pela Federação Bahiana (FBF) que reconheceu o nosso pedido e levou a CBF que não nos respondeu. Até acho que no próximo ano eles reconheçam o erro, porque hoje temos um grupo muito forte e outro com apenas um time do topo do ranking (Grupo 4, com o Vitória-PE). Eles são uma grande equipe e não vão ter dificuldades de passar de fase pois os outros três times não são páreo para eles. E até por um questão econômica, deveríamos estar nessa chave junto ao Vitória por que são de equipes próximas do Nordeste. Agora temos jogos mais difíceis e com viagens longas”, afirmou. Outro ponto que incomoda não só o treinador quanto as atletas do São Francisco é um problema local e “sem motivo” aparente de acontecer. Mesmo com todo reconhecimento em âmbito nacional e estadual, a equipe não consegue utilizar o Estádio de Pituaçu para efetuar treinamentos que poderiam ajudar o grupo na disputa contra os rivais. “Já jogamos em São Francisco do Conde e temos o apoio de nossa torcida por lá. Fizemos o pedido porque 90% das atletas residem em Salvador e seria muito mais viável aqui, em lugar apto e de fácil acesso pois ir à cidade demanda 1h30 tanto na ida quanto na volta. Pituaçu é muito mais cômodo pra gente e essa situação começou porque as atletas de Bahia e Vitória treinam por lá e as meninas do São Francisco pedem para treinar por lá. Fui a Sudesb, pedi a FBF, mas depois soube que o espaço estava negado para a gente”., desabafou o comandante do São Francisco, que também admitiu não procurar mais ao equipamento esportivo. “Essa segunda (24), conversei com as meninas e decidi que não vou mais me envolver nisso porque não acho justo, porque é um patrimônio público que está sendo cedido para algumas pessoas e para nós, que vamos participar de um torneio nacional, é negado. Então, elas resolveram fazer um abaixo-assinado e levarei para o secretário Álvaro Gomes e espero uma resposta convincente de porque está sendo negado", finalizou.
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São Francisco na disputa do Brasileirão Feminino
Foto: Carlos Santana/FBF
