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Em má fase, atletismo brasileiro espera chegar as finais do Mundial de Atletismo

Por Edimário Duplat

Em má fase, atletismo brasileiro espera chegar as finais do Mundial de Atletismo
Foto: Divulgação
Com uma delegação de 58 atletas, o Brasil chega ao Campeonato Mundial de Atletismo, na China, com a pretensão de melhorar os resultados ruins que vem apresentando desde os Jogos Olímpicos de Londres 2012, de onde saiu sem medalhas, e do Mundial de Moscou, onde obteve 10 pódios a menos que na edição anterior. Entretanto, para a Confederação Brasileira da categoria (CBAt) a meta para o país é colocar o maior número de seus filiados nas finais de cada modalidade.

Em 2015, apenas dois atletas brasileiros estão entre os cinco melhores do mundo em suas provas na temporada. Tratam-se de Fabiana Murer e Thiago Braz, ambos no salto com vara. E com isso, o país tem dificuldades em conseguir se igualar as marcas das últimas edições, onde chegou a seis decisões do Mundial.

"Agora, a meta é colocar atletas no maior número possível de finais. Isso alcançado, há a chance de luta por medalhas", afirmou Antonio Carlos Gomes, superintendente técnico da CBAt,em entrevista a Folha de São Paulo. Entretanto, para o ex-atleta Robson Caetano, o grande problema da atual geração do país é a falta de confiança em superar as marcas anteriores do Brasil.

"Falta aquele pulo do gato. Aquele sentimento de 'vou fazer'. Tem faltado tempero ao atleta brasileiro, que é de qualidade, mas na hora do 'vamo ver' não faz. Esta geração tem tudo, mas não consegue encontrar o caminho", reitera Caetano.

Com início nesta sexta-feira (21), o Mundial de Atletismo vai até o próximo domingo (30) e tenta superar as recentes denuncias de doping que assolaram o esporte nos últimos anos.