Documentos ligam Jérome Valcke a esquema de corrupção na escolha da Copa 2010
Por Edimário Duplat
Foto: Getty Images
Diferente do que foi afirmado pela Fifa na manhã desta terça-feira (2), documentos obtidos pelo jornalista Jamil Chade, do jornal Estado de S. Paulo, evidenciam a ligação do secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, em um esquema de pagamento de propina para a escolha da África do Sul como sede para a Copa do Mundo 2010.
Segundo a documentação, a Associação Sul-Africana de Futebol (SAFA) endereçou uma carta a Valcke em 2008, onde solicitava que uma quantia de 10 milhões de dólares repassada para a entidade fosse transferida para Jack Warner, presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). Na ocasião, o dirigente é citado como um dos responsáveis por “implementar e administrar” um projeto referente a “ajudar a diáspora de sul-africanos no Caribe”, como parte do legado do mundial que seria realizado no país.
Segundo a documentação, a Associação Sul-Africana de Futebol (SAFA) endereçou uma carta a Valcke em 2008, onde solicitava que uma quantia de 10 milhões de dólares repassada para a entidade fosse transferida para Jack Warner, presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). Na ocasião, o dirigente é citado como um dos responsáveis por “implementar e administrar” um projeto referente a “ajudar a diáspora de sul-africanos no Caribe”, como parte do legado do mundial que seria realizado no país.
Por parte desse documento, se confirma a informação emitida pelo jornal americano New York Times, que havia denunciado o envolvimento de Valcke na transferência dos 10 milhões de dólares para Warner.
"O pagamento dos 10 milhões foi autorizado pelo presidente da comissão de finanças e executado de acordo com as normas da Fifa. Nem o secretário-geral, Jérome Valcke, nem nenhum alto dirigente da Fifa estava a par do início, da aprovação ou da aplicação do projeto", afirmava a Fifa em nota contrária a denúncia.
"O pagamento dos 10 milhões foi autorizado pelo presidente da comissão de finanças e executado de acordo com as normas da Fifa. Nem o secretário-geral, Jérome Valcke, nem nenhum alto dirigente da Fifa estava a par do início, da aprovação ou da aplicação do projeto", afirmava a Fifa em nota contrária a denúncia.
