Diretor financeiro da CBF critica MP do futebol: 'Pode levar à falência'
Por Ulisses Gama
Foto: Reprodução/Sportv
Durante entrevista ao canal por assinatura Sportv na tarde desta quarta-feira (15), o diretor financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, fez críticas à MP do futebol, proposta pelo governo federal. De acordo com o dirigente, o texto da medida provisória é prejudicial ao futuro do futebol brasileiro.
"Diria que o futebol brasileiro, formado por clubes, federações e CBF, entendem que a medida provisória, do jeito que foi constituída, é inexequível. É algo que ao invés de facilitar, melhorar, aprimorar e salvar financeiramente o futebol brasileiro, pode levá-lo à falência em prazo curto", afirmou.
O artigo, que prevê o refinanciamento das dívidas dos clubes em troca de transparência na gestão financeira, não são bem vistos por Caboclo. "A medida provisória, na verdade, é um ato separatista. Ela promove cisão da unidade do futebol brasileiro, condenando os clubes que venham a aderir à MP, buscando parcelamento dos seus débitos. Condená-los na participação das competições oficiais para as quais eles estão qualificados. Isso porque estabelece que, uma vez que esses clubes façam a adesão ao parcelamento, a eles vai ser exigido, para que continuem jogando as competições, que uma série de mudanças estatutárias e regulamentares sejam implementadas por decisão de órgãos colegiados compostos por outros clubes, alguns não aderentes e adversários, pelas federações, pela CBF e pelos organismos internacionais do futebol, caso da Conmebol e da Fifa, uma vez que a medida provisória não é limitada ao mercado nacional."
A Comissão Especial que irá analisar a medida provisória será instalada na próxima quarta-feira (22).
