Convênio entre Confederação de Hóquei e governo federal tem suspeita de desvios
Por Edimário Duplat
Foto: Divulgação
Um convênio entre o Ministério dos Esportes e a Confederação Brasileira de Hóquei sobre a grama (CBHG), orçado em R$ 4.975 milhões, está sob investigação após a suspeita de que a entidade esportiva reteu parte do dinheiro no momento em que os jogadores trocaram a moeda em uma casa de câmbio.
Firmado no penúltimo dia da gestão de Aldo Rebelo no Ministério, o valor era destinado a viabilizar treinos da equipe no exterior de janeiro a novembro de 2015, sem nenhuma taxa destinada a CBHG. “Será destinado um valor diário de R$ 476,00 para os atletas e membros da comissão técnica arcarem com todas as suas despesas de alimentação (café da manhã, almoço, lanche e jantar), de hospedagem e de transportes (vans, ônibus, táxis e trens) para os treinamentos e jogos amistosos na Holanda, Bélgica e Alemanha", explica o próprio órgão do governo.
Entretanto, este acabou não sendo a forma como o acordo foi realizado entre Confederação e jogadores. Dos R$ 57.596 depositado em cada conta pessoal, R$ 15 mil foram destinados como uma espécie de salário e R$ 42 mil foram trocados por euros em uma casa de câmbio determinada pela própria CBHG. Porém, somente 47% desse valor foi devolvido aos atletas, com o restante retirado em dinheiro vivo pela entidade no momento da troca de moeda.
Firmado no penúltimo dia da gestão de Aldo Rebelo no Ministério, o valor era destinado a viabilizar treinos da equipe no exterior de janeiro a novembro de 2015, sem nenhuma taxa destinada a CBHG. “Será destinado um valor diário de R$ 476,00 para os atletas e membros da comissão técnica arcarem com todas as suas despesas de alimentação (café da manhã, almoço, lanche e jantar), de hospedagem e de transportes (vans, ônibus, táxis e trens) para os treinamentos e jogos amistosos na Holanda, Bélgica e Alemanha", explica o próprio órgão do governo.
Entretanto, este acabou não sendo a forma como o acordo foi realizado entre Confederação e jogadores. Dos R$ 57.596 depositado em cada conta pessoal, R$ 15 mil foram destinados como uma espécie de salário e R$ 42 mil foram trocados por euros em uma casa de câmbio determinada pela própria CBHG. Porém, somente 47% desse valor foi devolvido aos atletas, com o restante retirado em dinheiro vivo pela entidade no momento da troca de moeda.
Segundo declarações da federação de hóquei, a verba retida foi para pagar hospedagem e aluguel de carro e campo de treino dos atletas na Europa, o que não estava no acordo inicial para o uso da verba. Além disso, desde o dia 1º de Abril a seleção brasileira se encontra na Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, local sem nenhuma tradição no Hóquei de Grama e que não tem sequer uma seleção nacional.
Outro ponto polêmico equivale ao salário do treinador da seleção. Cláudio Rocha, filho do presidente da CBHG, Sydney Rocha, receve R$ 12mil reais por mês. O salário, especificado pelo Comitê Olímpico Brasileiro como de um técnico “classe A”, é o mesmo de um técnico medalhista olímpico ou mundial. Entretanto, o currículo de Rocha se encaixa na “classe c”, com faixa salarial de R$ 3 mil a R$ 5 mil.
Sem expressão no cenário mundial, a seleção brasileira de Hóquei na Grama só disputará os Jogos Olímpicos se ficar entre os seis melhores colocados dos Jogos Pan-Americanos de 2015.