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Possibilidade da volta de Newton Motta tr

Por (Éder Ferrari)

“Newton Mota é um grande nome. Sei que ele saiu recentemente do Cruzeiro. Vou procurá-lo e apresentar o meu projeto e saber se ele se encaixa. Se entrarmos em acordo ele seria de grande ajuda para a nossa divisão de base.” Assim, o candidato à presidência do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, falou dos seus planos para reestruturar as categorias de base do Tricolor. Porém, alguns fatos precisam ser analisados e postos novamente em pauta. O primeiro fica por conta da competência de Mota na revelação de jogadores. No Vitória, influenciou diretamente na caminhada de sucesso do clube a partir dos anos 1990 colocando no mercado nomes como: Dida, Vampeta, Alex Alves, Júnior Nagata, Rodrigo, Fábio Costa, Dudu Cearense, Leandro Bonfim, Alecssandro, Nadson, Obina, Alex Silva, Felipe, Leandro Domingues, entre muitos outros, antes de deixar o Rubro-Negro e seguir para um projeto com a criação do Real Salvador. No Real, foi responsável por Apodi, Guilherme, atualmente no Cruzeiro, Eduardo e Ananias.

Troca do Fazendão pelo Barradão

Competência comprovada, à análise recai sobre a sua atuação no Bahia durante suas duas passagens pelo clube. Na primeira, entre 1983 e 1991, deixou o Tricolor em situação difícil, ao abandonar o Fazendão e seguir para o Barradão, levado por Paulo Carneiro, trazendo consigo uma tropa de jogadores que esvaziou e enfraqueceu a base da agremiação na época presidida por Paulo Maracajá. A segunda passagem, já em 2006, foi ainda mais devastadora. Primeiro como diretor de futebol foi responsável pela contratação de 65 jogadores de qualidade pra lá de duvidosa, como: Peris, Jean, Josemar, André Pastor, Salvino, Reinaldo, Jean Michel, Pereira, Rodrigão, Marcão, Alessandro Azevedo e Abimal, entre outros tão quanto, ou até mais nebulosos na lembrança do torcedor Tricolor. O time formado por Mota não conseguiu subir da Série C para a B, aumentando, e muito, as dívidas trabalhistas do clube.  Para encerrar sua relação com “chave de ouro”, foi direcionado do futebol profissional para as divisões de base onde ficou pouco tempo e repetiu o rapa feito na primeira passagem. Newton Mota acertou com o Cruzeiro para comandar o projeto celeste de convênio com o Esporte Clube Itaúna, levando nada menos que 24 garotos que estavam sendo preparados no Tricolor, enfraquecendo ainda mais a já combalidas categorias inferiores